quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O calote de Elias na Cultura

Diferentemente do que exibem as dezenas de placas de outdoors espalhadas por Jaboatão, com a mentira deslavada de que o ex-prefeito Elias Gomes (PSDB) fez o milagre da transformação da água para o vinho, entregando ao novo prefeito Anderson Ferreira (PP) uma Canaã, a herança repassada pelo tucano é de terra arrasada, débitos astronômicos, contas impagáveis e até calote em fornecedores. Na cultura, artistas e produtores teriam a receber mais de R$ 2 milhões.
Há mais de 20 fornecedores prejudicados, entre empresas de som, montagem de palco, luz, sanitários químicos e, claro, as que contratam artistas e fazem a produção. Eles estão entrando na justiça, amanhã, com uma ação contra o ex-prefeito. Querem que o Ministério Público investigue também o rombo nas contas da Prefeitura para que o tucano venha ser condenado por improbidade administrativa.
Ao não pagar produtoras e artistas, Elias deu uma forte contribuição para quebrar muitas empresas que vivem do setor em Jaboatão e na Região Metropolitana. Na medida em que vai tomando conhecimento dos tropeços financeiros do antecessor, o novo prefeito se depara com um cenário de horror, bem diferente ao que o tucano tenta incutir na população com propaganda enganosa e paga, certamente, com dinheiro público.
O blog procurou a ABPA, agência do empresário Antônio Bernardi, contratada pela gestão Elias Gomes através de licitação pública. Ele fez todas as subcontratações autorizadas pelo tucano e seu secretário de Cultura, mas ao deixar o poder e não quitar o débito, o ex-prefeito não deu a ele nenhuma satisfação. Bernardi não quis falar sobre o assunto e informou apenas que só vai se pronunciar mediante orientação dos seus advogados.
Há informações, também checadas por este blogueiro, que na área de Educação, só com empresas que fornecem merenda escolar, Elias deixou um débito de R$ 6 milhões. Da mesma forma, na Secretaria de Comunicação vários veículos de comunicação ficaram sem receber a mídia autorizada em publicidade.
As vítimas do calote aguardam com expectativa o primeiro pronunciamento do prefeito Anderson Ferreira, o que não deve ser tão rápido, porque a primeira medida dele foi abrir uma auditoria para desvendar a verdadeira caixa preta do Governo Elias. Se o novo prefeito não assumir o pagamento dessas dívidas, muitas empresas não terão outro destino no município que não seja o de encerrar suas atividades, gerando mais desemprego.
Fonte (Blog do Magno)

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