sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Lula Cabral diz que Vado da Farmácia deixou rombo de R$ 60 milhões

Lula Cabral expõe dívida e problemas na área da saúde


Socialista enfatizou o montante de restos a pagar de serviços realizados no valor de R$ 59,8 milhões
Lula Cabral apresentou diagnóstico da Prefeitura em coletivaFoto: Léo Domingos/Divulgação

O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, Lula Cabral (PSB), realizou coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (19), para apresentar um diagnóstico feito a partir de levantamento preliminar da situação do município. Durante a apresentação, o socialista enfatizou o montante de restos a pagar, no valor de R$ 59,8 milhões, sem o devido provisionamento em caixa, segundo o prefeito. Além disso, ele apontou R$ 1,687 milhão do Fundo de Participação do Município (FPM) descontado para pagamento de INSS, e R$ 4,6 milhões bloqueados pela Justiça a pedido do Sindicato dos Professores Municipais. 

"Estamos declarando estado de calamidade pública nas áreas de Educação, Saúde, Defesa Social, Assistência Social, Meio Ambiente e Planejamento. Em 19 dias à frente da Prefeitura observamos que a realidade deixada pela gestão anterior não corresponde a propaganda", afirmou Lula Cabral. 

A apresentação também falou da situação da saúde no município. Segundo informações da Prefeitura, dos 45 postos da cidade, apenas cinco oferecem condições de funcionamento; no principal hospital da cidade, o Mendo Sampaio, parte do teto caiu; e unidades da rede estão com equipamentos hospitalares enferrujados ou quebrados.

Também foram citadas as cinco unidades de emergência fechadas e que no Hospital Infantil, apenas 12 dos 38 leitos estão em condições de uso, segundo a Prefeitura, além da falta de medicamentos. O secretário de Saúde, José Carlos de Lima, também afirmou que, das oito ambulâncias do Samu, apenas duas estão em funcionamento. 

"Encontramos 487 contratos vencidos de profissionais de saúde que estão trabalhando e não vão poder receber", revelou Cabral. O prefeito também afirmou que encontrou aproximadamente 500 monitores com desvio de funções e que constam na folha de pagamento, mas não possuem contrato.

Ainda segundo a Prefeitura, na manhã desta quinta, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) interditou o Centro de Atenção Integral à Criança e à Adolescência (Caic) do Cabo. A unidade atende 600 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental I e também abriga o Centro de Saúde da Mulher.

Fonte (Folha PE)

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