quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Chefe de gabinete de Vado da Farmácia quadruplicou salário no último mês da gestão


O secretário de governo da Gestão Lula Cabral (PSB), Paulo Farias, auxiliar direto do novo prefeito do Cabo, voltou a criticar neste domingo pagamentos realizado pela gestão anterior, de Vado da Farmácia, na virada do ano. Neste sábado, os novos administradores já haviam reclamado que, no fim do mandato, em dezembro, ‘ao apagar das luzes e sem qualquer critério’, o ex-prefeito mandou pagar R$ 5,8 milhões de reais a 53 servidores municipais, em licenças-prêmio. A nova gestão disse que os pagamentos são ilegais e prometeu buscar o ressarcimento na Justiça.
Antes mesmo de realizar ou concluir uma prometida auditoria nas contas do ex-aliado e atual adversário Vado da Farmácia, a nova gestão voltou a reclamar de ‘farra com dinheiro público’, no final de seu mandato.
Na nova investida, as críticas recaem sobre a ex-chefe de Gabinete de Vado, Juciara do Carmo Barbosa, cujo salário teria quadruplicado no último mês de gestão, sem justificativa.
De acordo com essas informações oficiais, a chefe de gabinete, com os pagamentos, recebeu um salário até mesmo maior do que o prefeito, que recebia líquido pouco mais de R$ 13 mil, naquele mês.
“Porque a chefe de Gabinete do ex-prefeito Vado recebeu, em dezembro 34.877,75(trinta e quatro mil, oitocentos e setenta e sete reais e setenta e cinco reais)? Cargo comissionado não recebe indenização, só férias proporcionais. A servidora José Maria tinha um CC1-A e recebeu R$ 8100. Juciara do Carmo Barbosa também CC1-A, mas recebeu R$ 34.877,75? Juciara era a chefe do gabinete de Vado. O salário correto é o recebido por José Maria.  Dois servidores de mesmo nível, ambos comissionados, CC1-A. Vencimento correto: R$ 8.100,00.” , observou.


“Não há essa como essa conta estar certa. Se ela passasse os 4 anos sem receber férias, talvez. Mesmo assim, seria improbidade administrativa. Outra coisa estranha. Como você recebe 42.990 e desconta apenas 1200 de IR? Como a Juciara chefe do gabinete de Vado recebe 34 mil e recolhe apenas 1.200 reais de IR? Não pode? 27,5% de IR ?”
“Não foi só. O secretário de Financas, Michael Sued, do mesmo nível CC1-A, cujo vencimento é 8.100,00, também recebeu 44 mil. Não tem lógica. Todo secretário executivo é 8100.  Não há variabilidade. São os comissionados de Vado”.
O ex-superintendente de Controle Urbano, Edimilson Dutra de Lima, ex-vereador do Cabo e amigo de Vado, em novembro recebeu 4.121,66. “Na mega da virada de Vado, o vencimento base de 2.400 reais chegou a R$ 44 mil, de forma mágica”, diz Paulo Farias.


Entenda a polêmica:

Neste sábado, a nova gestão do Cabo divulgou que, de acordo com cópias do contra-cheque de servidores, o maior beneficiário nos pagamentos foi um servidor de nome Manoel Luiz Bezerra Neto, auditor fiscal que recebeu R$ 232.050,00 (duzentos e trinta e dois mil e cinquenta reais).
 O menor recebimento foi de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).
 “A sociedade e os órgãos de controle como Ministério Público e TCE precisam tomar conhecimento e tomar as providências legais. A situação no Cabo é de desmando e caos. Contratos superfaturados, uso de beneficiários de programas sociais como PETI, em desvio de função. Nossa equipe está fazendo uma auditoria profunda na folha de pagamento e nos contratos. Vamos fazer uma devassa e vamos mostrar a sociedade o que encontramos. Não sei como o Cabo suportou tanto descaso e abuso.”, afirmou Paulo Farias.
 A nova Prefeitura do Cabo diz que não tem como fazer o estorno dos recursos, mas vai tomar medidas judiciais e administrativas. Na segunda, promete divulgar a lista dos beneficiários dos pagamentos supostamente irregulares.
 Neste sábado, a nova gestão divulgou apenas os vencimentos do auditor que recebeu os maiores proventos.
 “Em seguida, mostraremos a lista dos beneficiários. Há fortes indícios de vícios e, se comprovado o recebimento indevido, vamos pedir o ressarcimento e a responsabilização do ex-prefeito Vado e do ex-Secretário de Gestão, Lusivan Oliveira. O Brasil está mudando e essa gente teima em não acreditar”, criticou o novo administrador.
O secretário de Lula Cabral disse que os pagamentos foram “uma ação entre amigos” e Vado da Farmácia precisou ludribriar a Justiça para praticar os atos.
 “O ex-prefeito Vado chantageou a Justiça, que havia bloqueado as contas do Município. O governo Vado alegava não haver recurso para pagar a folha dos professores e pediu a liberação de R$ 18 milhões com essa argumentação, mas tinha em caixa R$ 5,8 miihões para licenças-prêmio. Não há possibilidade destes valores serem corretos. Como uma pessoa com um salário de R$ 5 mil por mês pode acumular R$ 200 mil em licenças-prêmio?” questiona.


Fonte (Blog de Jamildo)

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