terça-feira, 26 de abril de 2016

Tadeu defende que PSB não ocupe cargos no eventual Governo Temer

Deputado afirmou que acha natural as criticas ao PSB sobre a votação do impeachment(Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)
Mesmo votando a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), o deputado Tadeu Alencar (PSB) defende que o Partido Socialista Brasileiro não ocupe nenhum cargo em um eventual governo de Michel Temer (PMDB). Em entrevista á Rádio Folha FM 96,7, nesta segunda-feira (25), o socialista disse que a legenda precisa preservar sua autonomia.
“É um governo que não elegemos. É um governo legitimo, mas não devemos ocupar, até para preservar, que a gente tenha autonomia, que possa fazer critica se for necessária”, afirmou Alencar.
Para o parlamentar, é possível apoiar um governo de Michel Temer sem ocupar espaços na administração. “Vou defender que se houver uma cara boa no futuro Governo e que permita a gente apoiar medidas em prol do país, como fizemos isso no governo Dilma, quem olhar a votação do PSB, vai perceber que apoiamos o governo Dilma em vários momentos. Mas eu vou defender que esse apoio (a Temer) não se traduza em espaços no governo”, disse.
De acordo com o deputado, as criticas sobre o apoio do PSB ao impeachment de Dilma são naturais. “Não é questão de gratidão ou ingratidão”.
“Pensar a posição de um partido com a história do PSB, de quase 70 anos, e que teve líderes ao longo do tempo que sempre estiveram ao lado das melhores causas desse país, certamente não seria diferente nesse episódio. Vocês acompanharam a nossa posição enquanto representantes do PSB na comissão especial da Câmara”, relatou Alencar.
“Sempre dissemos que nossa atitude lá não deveria ser a de um julgamento prévio, antecipado, pois era incompatível com a relevância do que estávamos discutindo e com o nosso papel de magistrados. É um julgamento político, jurídico, mas é um julgamento feito pelo parlamento e que reclamou, e nós cumprimos com rigor essa posição na comissão. (…) que levaram ao nosso apoio ao relatório e à abertura do processo de impeachment, pois entendemos que havia razões suficientes para tanto”, completou.

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