terça-feira, 29 de março de 2016

Vírus da gripe H1N1 já circula por Pernambuco

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já foram confirmados 10 casos leves da doença e 3 casos graves este ano

Em São Paulo, onde já foram registradas 38 mortes decorrentes do vírus H1N1, as pessoas estão usando máscaras para evitar o contágio

NELSON ANTOINE/Estadão Conteúdo


Do JC Online

O vírus da gripe H1N1 já está circulando por Pernambuco. Este ano foram confirmados pela Secretaria Estadual (SES) de Saúde 10 casos de pacientes que contraíram o vírus em sua forma mais leve e três casos de pessoas internadas com o quadro grave da doença. No ano passado não houve nenhum registro de H1N1 no Estado. Apesar das confirmações, a secretaria diz que ainda não há indícios de surto da doença em Pernambuco, como ocorre em São Paulo, onde 38 pessoas já morreram em decorrência de complicações causadas pelo vírus. O Estado, no entanto, reforçou a vigilância epidemiológica e faz um alerta para que as pessoas participem da campanha nacional de vacinação que será realizada de 30 de abril a 20 de maio.
A gerente de Vigilância Epidemiológica das Doenças Imunopreveníveis, Ana Antunes, explica que ainda não há nenhuma notificação de óbito decorrente da doença no Estado. Este ano, foram feitas 47 notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse universo, a secretaria coletou amostras de 30 pacientes, sendo 3 positivos para influenza. Entre os casos mais leves, foram coletadas amostras de 125 pacientes. Dez exames laboratoriais já apresentaram resultado. Todos foram positivos para o vírus. “Pelos dados analisados, a identificação do vírus, de fato, tem sido mais frequente, mas não há indicativo de surto”, diz Ana Antunes.
Ela observa que, diante da situação de Estados como São Paulo, é preciso redobrar os cuidados. “Adotamos um controle mais rigoroso no rastreamento dos casos e aumentamos o universo de pacientes que tiveram amostras coletadas”, informa a gerente de Vigilância Epidemiológica. 

Para as pessoas que precisam viajar para áreas onde o vírus está espalhado, é importante tomar algumas precauções, como lavar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, não compartilhar objetos de uso pessoal e preferir ambientes ventilados.
A forma mais eficiente de prevenção, no entanto, é a vacinação. A importância da imunização em massa é atestada em números. Estudos mostram que quando a campanha atinge uma cobertura de 80% da população alvo, a redução da quantidade de internações e óbitos decorrentes da influenza chega também a um índice de 80%. 
“Com a cobertura alta conseguimos quebrar a cadeia de transmissão e afastar a circulação do vírus naquele ambiente. Por isso é fundamental a vacinação”, explica a coordenadora do Programa de Imunização do Estado, Ana Catarina Melo. Uma vez que o vírus já circula por Pernambuco, ela reforça que quanto antes as pessoas buscarem os postos de saúde para se vacinar, mais eficiente será a barreira de proteção contra a doença.
No Estado, o grupo prioritário (crianças, idosos, gestantes, população indígena, trabalhadores de saúde) representa cerca de 2 milhões de pessoas. Em 2015, foram vacinadas 1.591.643 (84,56%). O público total no ano passado era de 1.882.286.

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