sexta-feira, 18 de março de 2016

Manifestações acontecem em 26 Estados e DF


Em sexta-feira marcada pela mobilização de grupos pró-governo, com atos e protestos em 15 Estados e no Distrito Federal. A avenida Paulista, em São Paulo, recebeu os manifestantes ao som de "Lula lá", jingle utilizado pela campanha do ex-presidente nas eleições de 1989.
Pessoas carregavam cartazes hostilizando a Rede Globo, o governador Geraldo Alckmin e o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Paulista em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). O público se concentrou inicialmente no vão livre do Masp, parcialmente ocupado, e na rua diante do museu.
Pouco antes das 15h, motoristas na Avenida Paulista criticavam os presentes com gritos contrários à presidente Dilma e ao PT. Os manifestantes, que defendem o governo da presidente Dilma Rousseff, estenderam uma grande bandeira LGBT no asfalto da Paulista.
Os primeiros grupos a se apresentar na manifestação eram ligados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a entidades de apoio LGBT.
Em Brasília, há 2.500 pessoas na concentração no Museu da República, segundo a PM. Todos cantam o Hino Nacional com as bandeiras levantadas. O grupo seguira para o Congresso Nacional. A PM está revistando os manifestantes e encontraram, até o momento, facas e pedaços de pau, entre outros objetos. Policiais bloqueiam todas as faixas do Eixo Monumental.
O bloqueio foi necessário depois que um grupo grande do MST chegou ao protesto aos gritos de "MST, a luta é para valer". A PM recolheu uma foice do grupo, garantindo que devolverá o objeto no final do ato.
No ato do Rio de Janeiro, o clima é de festa. O protesto foi descrito por um dos participantes como "uma ocupação cultural de posicionamento da esquerda" e conta com milhares de pessoas. A PM do Rio não divulga estimativa de público e os organizadores não informaram um número até o momento. Os manifestantes lotaram a praça XV e ocuparam meia pista da avenida Antônio Carlos.
Em Belo Horizonte (MG), os manifestantes pró-Dilma Rousseff saíram da sede do Incra-MG, onde passaram parte da manhã, e se encaminharam para a praça Afonso Arinos, local da concentração para o ato de apoio ao governo. A PM estimou em 5 mil o número de participantes, que devem seguir pelo centro da cidade até a Praça da Estação.
Os protestos começaram cedo também em Maceió, no Alagoas, onde manifestantes do PT se concentraram na praça Centenário desde as 8h. No final da manhã, o grupo caminhou até a Assembleia Legislativa, no centro da cidade. A organização do protesto afirma que 8 mil pessoas participaram da manifestação em defesa do governo.
Em Salvador, manifestantes ocupam a praça do Campo Grande, centro da capital, nesta sexta-feira (18), de onde seguem em caminhada até a praça Castro Alves, em defesa do governo Dilma. Cerca de 2 mil pessoas compareceram ao protesto, segundo estimativa da Polícia Militar.
Em João Pessoa, na Paraíba, manifestantes tomaram a avenida Presidente Getúlio Vargas, em ato pró-Dilma. A estimativa dos organizadores é que 7 mil pessoas participam da manifestação.
Em Natal, no Rio Grande do Norte, a manifestação pró-governo reuniu 400 pessoas, segundo estimativa da polícia. Já em Mossoró, a polícia calcula que 200 pessoas participaram do protesto.
Em Florianópolis, Santa Catarina, cerca de 3,5 mil pessoas estão concentradas em frente ao Ticen, segundo estimativa da PM. O grupo levanta bandeiras vermelhas e grita "não vai ter golpe".
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, 2 mil pessoas se reuniram em manifestação pró-governo, segundo a Brigada Militar. O ato reúne militantes do PT, PCdoB, CTB, CUT e MST, além de servidores públicos que protestam contra os atrasos de salário do governo estadual de José Ivo Sartori (PMDB).
Em Rondônia, manifestantes interditaram a BR-364, em Candeias do Jamari. O grupo, formado por cerca de 70 pessoas, carregavam faixas e cartazes de apoio ao presidente Lula e fechou ambas as pistas da estrada, causando cerca de 10 km de congestionamento. Os manifestantes também exigiam compensações não cumpridas com a construção da usina hidrelétrica de Samuel. Uma colheitadeira foi queimada no ato, que se encerrou após quase seis horas de bloqueio.
Em Goiânia, manifestantes protestam a favor do governo Dilma na Praça Universitária, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás. Segundo a Polícia Militar, mil pessoas participam do ato. Também foram registradas manifestações em Pernambuco, Ceará e Sergipe.

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