quinta-feira, 3 de março de 2016

A Melhora da Morte

Na era digital, executivos das emissoras terão que pensar em um substituto para as grades de programaçãoFoto: reprodução
Os resultados da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo por base o levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), indicavam que, em 2013, um percentual de 31,2%, ou seja, 19,7 milhões dos dos lares dispunham de televisão digital. 

Havia no Brasil 65,1 milhões de domicílios privados permanentes, dos quais 63,3 milhões, ou seja 97,2%, possuíam televisão. O total de aparelhos de televisão no País chegava a 103,3 milhões, o que indicava uma média de dois aparelhos por casa, sendo 38,4%, isto é, 39,7 milhões de tela plana, e 61,6%, ou seja, 63,7 milhões que ainda usavam tubo de raios catódicos.

Os números apontam, portanto, para um mercado potencial superior a sessenta milhões de aparelhos de tela plana no País, considerando que o horizonte para desligamento do sinal analógico é 2017, com a possibilidade do governo estender o prazo por mais um ano. A indústria de produtos eletrônicos deveria manter seus estoques em dia.

Além da televisão aberta, a recepção do sinal de televisão por antena parabólica acontecia em 38,4%, ou seja, 24,3 milhões dos domicílios, a televisão por assinatura cobria 29,5%, ou seja, 18,7 milhões. Entretanto, nos domicílios com televisão, 28,5%, ou seja 18,1 milhões recebiam apenas o sinal analógico. 

 O que a pesquisa não revelou é que a maioria dos jovens não assiste mais televisão da mesma maneira que seus pais.Marcelo S. Alencar
O que a pesquisa não revelou é que a maioria dos jovens não assiste mais televisão da mesma maneira que seus pais, ou seja, sequindo a grade de programação das emissoras. Na década de 1960, as grades de programação das emissoras eram ansiosamente esperadas pelos tele-espectadores, e publicadas nos principais jornais. Poucos fazem isso hoje.

Uma parcela considerável dos usuários com 30 anos ou menos, a nova faixa etária dos que se consideram jovens, prefere pegar os programas por meio da rede, e assisti-los em horários mais convenientes. Não é o fim da televisão, porque sempre haverá demanda para os programas, mas os executivos das emissoras terão que pensar em um substituto para as grades de programação.

Esses mesmos jovens não leem mais jornais impressos,e relutam em ler revistas impressas. Como resultado, algumas revistas viraram panfletos de determinados partidos, para sobreviverem, assim como ocorreu com certos jornais. A geração atual será, possivelmente, a última a ler e assinar jornais em papel.

Por Marcelo S. Alencar

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