quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Secretário Fantasma no Cabo de Santo Agostinho - Secretário antidrogas é empregado do Sesi e não dá expediente na prefeitura.

 Parece não se esgotar a capacidade do Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia (PTB), de se meter em escândalos.
Na formação de seu secretariado sempre prevaleceu o "compadrio", até parece que a qualificação não tem nenhuma importância. Já teve quase de tudo, pois nomeou um homem para chefiar a Secretaria de Mulheres, um policial civil para a Secretaria de Saúde, um vendedor de Gás para administrar um hospital e por aí vai.

Depois dos funcionários fantasmas denunciado por este blog e, que encontram-se na mira do Ministério Público, agora vem a figura do "Secretário fantasma".

Trata-se do Secretário de Combate às Drogas, o pedagogo José Ronaldo dos Santos, que é empregado celetista do Serviço Social da Indústria-SESI, onde efetivamente dá expediente.
 
O pedagogo José Ronaldo dos Santos foi empregado no Sesi, Unidade Cabo, através de um pedido do Prefeito Vado ao Ministro Armando Monteiro, numa negociação feita em 2014 para que o Prefeito Vado, à época, pudesse deixar o PSB para ingressar no PTB e, desta forma, abandonar a campanha já em curso de Paulo Câmara ao Governo do Estado, aderindo à de Armando Monteiro, quando o mesmo ainda se encontrava à frente nas pesquisas de opinião.

José Ronaldo dos Santos é amigo íntimo do Prefeito Vado e recebe R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), como Secretário executivo de combate às Drogas do Município do Cabo.
Apesar do Município amargar índices alarmantes na questão das drogas, que também levam à violência, até parece que este não é um problema da prefeitura (ou será que este problema é tratado com a devida importância, "apenas", nas horas vagas do Secretário de Combate às Drogas ?) e tudo isso acontece no mesmo momento em que famílias são penalizadas pela ausência de políticas públicas para o enfrentamento deste mal.

O Prefeito sabe de tudo e, ao que parece, não tem moral para tomar as medidas cabiveis.
Trata-se de flagrante acúmulo ilegal de cargo público no poder executivo, previsto na Constituição Federal. O recebimento dos vencimentos do Secretário é indevido e a situação de ilegalidade é só mais uma que já se encontra sob investigação do Ministério Público que, inclusive, já instaurou o Inquérito Civil para embasar mais uma Ação de Improbidade Administrativa em desfavor do Prefeito e do Secretário José Ronaldo dos Santos, que poderá ser condenado a devolver todos os vencimentos percebidos irregularmente e, ambos, ficarem inelegíveis.

Dr. Zé Carlos
Vereador

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