sábado, 19 de setembro de 2015

Presidente da Câmara critica gestão do Cabo por gastar R$ 200 mil para gravar CD evangélico

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O presidente da Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, Mário Anderson da Silva Barreto, criticou o prefeito Vado da Farmácia (PTB) e as medidas de contenção de despesas. De acordo com Mário, o Prefeito jogou pra plateia quando anunciou uma “redução” de despesas para adequar-se à crise que assola o País.
Segundo o presidente da Câmara, nenhuma contenção de despesas houve. “Na verdade, o Prefeito exonerou alguns Cargos Comissionados de baixo escalão, porém nomeou outros em níveis mais altos e promoveu alguns, fazendo com que tais medidas se tornassem inócuas. O pior é que o prefeito demitiu mais de quarenta médicos e dentistas, debilitando ainda mais o sistema de saúde do Município que é tocada por um professor e agente de polícia , que nada entende da pasta”, disse.
Ainda de acordo com ele, a Secretaria de Saúde há tempos vem servindo de cabide de emprego para alocar lideranças políticas. “Para contrastar ainda mais e provar que não há crise, é que o prefeito está gastando mais de 400 mil reais para que o Cantor Gospel André Valadão grave o seu DVD em nossa Cidade, sendo 200 mil só de cachê”, ressaltou.
Mário Anderson disse desconfiar da festa de aniversário que será realizada pelo prefeito. “Muito estranha também é a coincidência, pois nesta sexta, o Prefeito faz aniversário, em praça pública, com dez bandas de brega, supostamente bancada por “seus amigos”. Qual o benefício que terá o povo do Cabo, que sofre com o caos implantado em nossa Cidade, com o fato do referido cantor gravar seu DVD, em nossa Cidade?”, destacou. “Desconfio que essas bandas do aniversario serão pagas com a verba desse show gospel”.
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Na próxima segunda-feira (21), Mário irá, com um grupo de vereadores, pedir providências ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para investigar essa contratação e pedir que sejam intimados e apresentados esses “amigos do prefeito que estão pagando essa farra, dez bandas de brega”.
“Em nome da ética e da moralidade, vamos cobrar a responsabilidade do prefeito Vado da Farmácia, pois o argumento de que em duas horas de shows a economia do Município será aquecida, é conversa pra boi dormir. Vado precisar entender que o dinheiro público não é dele”, concluiu Mário.

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