terça-feira, 9 de junho de 2015

Policiais civis prometem paralisar atividades nas próximas quarta e quinta-feira

Categoria teve reunião com Governo do Estado, mas disse que não houve avanços

Flávio Japa/Folha de Pernambuco
Categoria decidiu manter somente flagrantes locais de homicídios
Atualizada às 21h06
Os policiais civis que atuam no Estado pretendem realizar uma nova paralisação nas próximas quarta (10) e quinta-feira (11). A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do sindicato que representa a categoria, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, na noite desta segunda-feira (8). Serviços como a emissão de documentos e o registro de boletins de ocorrência, além de algumas atividades nos institutos de Criminalística (IC) e de Medicina Legal (IML), serão suspensos. Só devem ser mantidos os flagrantes nas delegacias e os deslocamentos até locais de homicídios.
No fim da tarde, representantes da entidade se reuniram com a Secretaria de Administração, mas consideraram que não houve avanços, principalmente no item que trata da revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos. Os policiais pedem o ajuste dos percentuais entre faixas salariais para 3%, ajuste dos percentuais entre classes para 7%, ajuste dos percentuais entre níveis de formação/qualificação profissional para 10% e a diminuição de faixa salarial em cada classe.
A categoria reivindica também demandas como a equiparação da gratificação com a recebida por delegados. Conforme o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), os titulares das delegacias recebem 225% sobre o salário, e os demais integrantes, 100%. A categoria também pede melhores condições de trabalho e equipamentos, além da inclusão dos peritos papiloscopistas no Quadro Técnico da Polícia, a reposição inflacionária para o ano base 2015 e a convocação dos remanescentes do último concurso da corporação.
"Hoje nós temos o pior salário da Polícia Civil do País e péssimas condições de trabalho, com já foi divulgado. Delegacia faltando água, coletes, material de expediente. Não dá pra trabalhar fazendo segurança pública desse jeito", declarou o presidente do Sinpol, Aureo Cisneiros. Ainda de acordo com Cisneiros, haverá uma nova assembleia da categoria, na próxima quinta-feira, quando decidirão quais serão os rumos dos servidores. "O movimento dos policiais civis começou agora. Na quinta-feira terá mais uma assembleia sobre paralisação por tempo indeterminado, greve, ou se iremos fazer mais paralisações pontuais de 48 ou 72 horas", concluiu.

 

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