quarta-feira, 18 de março de 2015

Refinaria Abreu e Lima pode demitir até cinco mil funcionários

Denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada

 

A Refinaria Abreu e Lima pode demitir até cinco mil funcionários entre abril e maio, se a Petrobras não renovar os contratos com as empreiteiras que atuam na obra. A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sintepav-PE). Como a petrolífera suspendeu seu plano de investimentos, abalada pelas consequências das denúncias de corrupção investigadas na Operação Lava-Jato, a segunda linha de operação da refinaria, que deveria acontecer em maio, ficou sem prazo para conclusão. O problema é que, por causa do atraso, os contratos das empreiteiras que atuam na obra estão vencendo antes mesmo do final da construção e podem não ser renovados.
Segundo o departamento jurídico do Sintepav-PE, “não se sabe se é a Petrobras que não quer renovar os contratos com empreiteiras ou se as próprias empresas estão interessadas em encerrar os acordos por falta de recebimento”. Os contratos da Queiroz Galvão e da Camargo Corrêa, ambas investigadas pela Polícia Federal por participar do esquema de corrupção, estariam válidos até o dia 28 de abril. O período não seria suficiente para finalizar o projeto, de acordo com o sindicato, uma vez que além das obras da segunda linha de operação, chamado de segundo trem, algumas estruturas do primeiro trem também estariam incompletas. O segundo trem tinha previsão para entrar em operação em maio, mas segue sem data definida.
A Petrobras foi procurada pela reportagem, mas não comentou as informações até o encerramento desta edição. A Queiroz Galvão preferiu não se pronunciar. Por nota, a Camargo Corrêa se limitou a dizer que “o Consórcio CNCC segue cumprindo o contrato firmado com a Petrobras e busca entendimentos para finalizar o projeto conforme planejado pelo cliente.”
Leia mais no caderno de Economia desta quarta-feira (18).
 Mariama Correia, da Folha de Pernambuco

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