segunda-feira, 23 de março de 2015

Empresário que forjou a própria morte em São Paulo estaria no Cabo de Santo Agostinho

José Valdeci, que está foragido, era proprietário de um buffet que foi incendiado

 

Divulgação
Homem estaria escondido na casa de um irmão, na RMR
Foi enviada para a Polícia Civil de Pernambuco, no final da tarde desta sexta-feira (20), a cópia do mandado de prisão temporária do empresário José Valdeci dos Santos da Silva, de 33 anos. Segundo o delegado de Homicídios de Itaquaquecetuba, em São Paulo, Eduardo Boigues, o homem é procurado por homicídio e suspeito de forjar a própria morte naquela cidade. Ainda segundo o delegado, o homem, que é natural de Limoeiro, fugiu para Pernambuco. 
José Valdeci era proprietário de um buffet havia oito anos e a casa de recepção funcionava em um imóvel alugado. Em maio de 2014, o buffet foi destruído após um incêndio. No local, a polícia encontrou um corpo carbonizado, que também apresentava perfurações de faca e uma tatuagem na perna. Inicialmente, a polícia acreditava que o corpo era do empresário, mas a família de José Valdeci não reconheceu a vítima.
“A família do empresário disse que ele não tinha tatuagem na perna. Foi a partir disso que mudamos o rumo da investigação e vimos que se tratava de uma farsa”, afirmou Boigues. Pouco tempo depois, o homem entrou em contato com a família e disse que estava vivo. Segundo Boigues, o homem teria informado, por telefone, que estava no Recife, na casa da mãe. Apesar disso, a polícia acredita que o homem esteja na casa de um irmão, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.
Para Boigues, o crime foi premeditado. "Meses antes do incêndio, o empresário solicitou aos clientes o pagamento adiantado referente ao aluguel do espaço. O valor que ele conseguiu chegou a R$ 30 mil. Testemunhas informaram que viram um caminhão de mudanças na frente do imóvel dias antes do sinistro", revelou o policial. Ainda segundo Boigues, o homem também acumulou dívidas , avaliadas em R$ 300 mil, referentes a falta de pagamento do aluguel do espaço.
A polícia também teve acesso a mensagens que o homem teria enviado a irmã em que ele confessa o crime. A delegada Beatriz Gibson, de Capturas, já foi acionada e deve auxiliar o delegado de São Paulo a dar cumprimento ao mandado de prisão, que foi expedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Foro de Itaquaquecetuba, Marcos Augusto Barbosa dos Reis. Ainda segundo a polícia, o homem que foi assassinado no ano passado ainda não foi identificado.

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