quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Os bastidores do poder e da politica em primeira mão

     Cunha é franco favorito
Aliados do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o mais competitivo postulante à Presidência da Câmara, estão tão convictos da vitória dele que chegam a contabilizar entre 290 a 300 votos entre os 513 parlamentares que integram o colégio eleitoral da disputa em 1 de fevereiro.
Líder do PP, Eduardo da Fonte (PE) diz que já contabilizou em torno de 300 votos. Na sua bancada, formada por 38 deputados, o candidato do PT, Arlindo Chinaglia, segundo ele, só tem cinco votos. Na próxima semana, Da Fonte vai reunir a bancada para anunciar o apoio formal do partido ao candidato peemedebista.
Um dos coordenadores da campanha de Cunha, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que a eleição será decidida no primeiro turno, mesmo tendo um terceiro candidato, o socialista Júlio Delgado (MG). “Se a eleição fosse hoje, Cunha se elegeria com uma margem folgada entre 295 a 300 votos”, afirmou.
Também integrante da estrutura do candidato peemedebista, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) informou no encontro de ontem com a bancada federal pernambucana que em seu Estado dos 12 parlamentares, 11 estão fechados com a candidatura de Eduardo Cunha.
Na passagem ontem pelo Recife, Cunha não quis falar em números. Preferiu fazer um discurso reforçando a tese de que a Câmara tem que ser um poder independente, chegando a afirmar que, eleito, não transformará a Casa numa tribuna de oposição nem tampouco “num puxadinho do Palácio do Planalto”.
Tradicionalmente o partido do presidente da República tem forte influência para eleger o comando da Câmara, mas Cunha tem trunfos que deixam essa variável menos importante. O primeiro deles é o total controle sobre a bancada do PMDB, a segunda maior da Câmara (66 deputados).
Vários desses deputados bancaram suas campanhas com doações intermediadas por Cunha. Segundo alguns parlamentares, quase a totalidade dos eleitos contou com essa ajuda financeira, além de candidatos de outros partidos. Além da parte financeira, Cunha é um dos parlamentares mais assíduos do Congresso.
Por fim, sempre foi, como muitos brincam, o líder da oposição dentro do Governo. Embora comande o maior partido aliado da base, armou rebeliões, mediu forças e nunca dinamitou pontes com a oposição.
NO CABRESTO – Presente, ontem, ao almoço com o candidato do PMDB à Presidência da Câmara dos Deputados, o deputado Danilo Cabral (PSB) disse que, antes de mostrar sua cara no ato, ligou para o deputado Júlio Delgado (MG), que disputa pelo partido o mesmo cargo, para reafirmar seu voto. “Fiz um gesto de cortesia com Cunha, mas meu voto é partidário”, assinalou. Embora licenciado, Danilo vota, porque terá quer ser empossado dia 1.
Socialista com Cunha Já o deputado Gonzaga Patriota, também integrante da bancada do PSB, não apenas declarou o voto em Eduardo Cunha, mas exibiu na camisa a praguinha da campanha do peemedebista. “Cunha é o melhor nome para presidir a Casa”, alegou Patriota.

Comprou a briga– Na passagem ontem pelo Recife, na condição de um dos coordenadores da campanha de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara, o líder do PSC, André Moura (SE), fez questão de desmentir, em seu discurso, o colega pernambucano Silvio Costa. Disse que, ao contrário do que Costa informou, a bancada do PSC está fechada com Cunha.
Na Copergás – O secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, faz, hoje, uma visita de cortesia ao presidente da Copergás, Aldo Guedes. Aproveita para percorrer as instalações da empresa, conhecer o corpo técnico e participar da primeira reunião de monitoramento geral do ano da Companhia.
Em boas mãos O secretário estadual de Agricultura, Nilton Mota, fez uma excelente escolha com a transferência do ex-secretário Aldo Santos para o ProRural. Além de já ter dirigido o órgão na gestão Eduardo, Santos tem interlocução fácil com os movimentos sociais e é um técnico de mão cheia.
CURTAS
2º ESCALÃO– O governador Paulo Câmara não definiu ainda quem vai para Fernando de Noronha, o IPA e Suape. Quanto à Ceasa, a tendência é que seja mantido o presidente Romero Pontual, que fez uma excelente gestão.
IMPRENSA– A jornalista Taisa Brito assumiu a coordenação de Imprensa do secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Isaltino Nascimento, no lugar de Jô Lima, deslocada para o Detran.
Perguntar não ofende: Por que Armando não convidou Paulo Câmara para a sua posse?
'Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos'. (Provérbios 27-6)

Fonte(Blog do Magno)

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