sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Arquivo da Força Aérea americana sobre Ovnis é publicado na internet

Entre 1947 e 1969, 12.618 casos foram analisados pelo projeto Blue Book

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O caso de Exeter é um dos 701 que continuam sem explicações - Reprodução


RIO — Ufólogos e interessados no fenômeno Ovni têm agora uma importante ferramenta para pesquisas, tudo disponível na internet. O projeto Blue Book, produzido pela Força Aérea dos EUA com análise de 12.618 casos de avistamentos de objetos voadores não-identificados entre 1947 e 1969, foi totalmente digitalizado e organizado pelo entusiasta John Greenewald.
— Eu sou um caçador de histórias. Eu acredito que esse material deveria ser acessível — disse Greenewald, em entrevista à CNN. — Segredos não são coisas ruins. Eu acho que nós deveríamos conhecer essa história e ela deveria estar nos livros.
A pesquisa de Greenewald começou há 15 anos, quando requisitou informações sobre o projeto ao governo com base na lei de Liberdade de Informação. Até agora, o projeto Blue Book estava disponível para pesquisa pública, mas apenas em microfilme no Arquivo Nacional, em Washington.
A coleção publicada pelo entusiasta no site projectbluebook.theblackvault.com permite a busca por ano ou palavra chave. São mais de 12 mil arquivos PDF, um para cada caso, entre eles alguns bastante conhecidos na comunidade ufológica, como o avistamento de Exeter em 1965, um dos 701 que continuam sem explicação.
O objetivo, diz Greenewald, é atiçar a curiosidade pública sobre o assunto, para que o governo seja pressionado a liberar mais informações.
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— É apenas a ponta do iceberg — disse Greenewald.
Cada caso apresenta documentação, como fotografias e recortes de jornal, e relatos das testemunhas, além da análise feita por oficiais da Força Aérea.
O projeto Blue Book foi iniciado pela Força Aérea americana em 1952 — dando sequência aos projetos Sign (1947) e Grudge (1949) — e encerrado no dia 17 de dezembro de 1969, após o governo considerar a inexistência de provas sobre o fenômeno Ovni. As investigações foram conduzidas pela base aérea Wright-Patterson.


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