quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sem acordo com a classe patronal na sede do TRT6, rodoviários decidem manter a greve

Categoria recusou os 6,6% de reajuste salarial e para o ticket alimentação oferecidos

Expedito Lima/Folha de Pernambuco
Dicídio dos trabalhadores em transporte na DRT
Atualizada às 23h35
A greve dos rodoviários, que já dura dois dias, deve continuar, sem previsão para acabar. A decisão da categoria foi mantida após falta de acordo com a classe patronal, mesmo depois da audiência de conciliação realizada neste terça-feira (29), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 6° região – órgão responsável pela mediação do processo. O encontro teve início por volta das 16h. A reunião terminou por volta das 23h15. Na ocasião, foi oferecido 6,6% de reajuste salarial e para o ticket alimentação, o que foi recusado pelos motoristas, cobradores e fiscais.
Mais cedo, o desembargador Pedro Paulo Pereira Nóbrega, que presidiu a sessão, disse que se preciso, eles iriam levar a conciliação até a exaustão. Ainda segundo ele, caso não houvesse acordo entre as partes, o processo seria julgado nesta quarta-feira (29), quando os 19 desembargadores do TRT vão apreciar se a greve é considerada abusiva ou não. O julgamento está marcado para as 17h. “Precisamos terminar essa conciliação, pois o povo de Pernambuco, principalmente da RMR merece que seu transporte volte a funcionar regularmente. Não podemos mais viver com esse caos”, declarou o magistrado, que é vice-presidente do TRT-PE.
Desde o primeiro dia da greve, vários transtornos foram sentidos pelos usuários de ônibus na Região Metropolitana do Recife. O principal deles se deu por conta pela iniciativa dos rodoviários de não respeitar a ordem judicial. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, até as 9h, a frota de ônibus circulando chegou a 70%. O número descumpre a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, que determinou 100% de operação dos três mil coletivos em horários de pico, ou seja, das 6h às 9h e das 16h às 20h. Nos demais horários, o TRT determinou 50% dos veículos nas ruas.
O resultado disso se deu com muita gente chegando atrasada no trabalho, devido ao aumento no tempo de espera pelos veículos. Outro fator que prejudicou quem precisa do transporte público foi a realização de vários piquetes, em vários pontos do Recife, o que ocasionou engarrafamentos, como nesta terça-feira, na avenida Agamenon Magalhães.
Benilson Custódio, presidente eleito do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da RMR, também se pronunciou sobre o andamento da audiência, mas informou que a classe patronal está irredutível em relação às propostas apresentadas. “Acontece que está havendo uma intransigência por parte de Fernando Bandeira (presidente da Urbana-PE), não demonstrando nenhuma sensibilidade para negociar com os rodoviários”, disse.
Além de Benilson, que representa os rodoviários, participam das negociações o presidente da Urbana-PE), Luis Fernando Bandeira de Melo, o procurador-chefe do MPT6, José Laízio, o desembargador do TRT6 Valdir Carvalho e o presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Nelson Barreto.
Domingos Sávio e Geison Macedo, com informações de Rodrigo Passos (FOLHAPE)

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