sexta-feira, 11 de julho de 2014

Não é piada: números da Fifa apontam Brasil como melhor ataque e defesa da Copa

Wladmir Paulino
Do NE10

Quarteto que chegou às semifinais domina as estatísticas da Fifa. Fotos: AFP
Os números vão indignar os mais revoltados com o Mineiraço da última terça-feira (8). De acordo com os números - e critérios - da Fifa o Brasil tem o melhor artaque da Copa 2014. E, pasmem, a melhor defesa. Antes que alguém pare de ler por aqui e já saia soltando farpas aguente só mais algumas linhas: no ranking da mentora da Copa, o que se leva em consideração não é volume de gols marcados e sim os chutes. Os pentacampeões mundiais chegaram a uma centena justamente nos 7x1 sofridos diante da Alemanha. Aliás, lembrando o jogo de triste memória, ele é o maior exemplo do critério adotado. Apesar do atropelamento foi o Brasil quem mais finalizou: 18x14.

Mas, voltando aos números gerais que é o nosso foco no momento. Da centena de chutes dados pelos pentacampeões, 67 deles foram em direção ao gol mas apenas 11 resultaram em gols. Vinte e cinco deles foram bloqueados por defensores adversários e outros 31 pararam nas mãos dos goleiros.

O segundo posto fica para a Argentina, com 95 bolas mandadas para as metas rivais e 61 no alvo. Mas para os albicelestes foi mais difícil vencer goleiros. Apenas oito redundaram em gols. A Alemanha funde os neurônios dos viciados em números ao ostentar um honroso quinto lugar com 88 chutes. Mas o destrinchamento dos números os levaram à final. Desses, 64 foram no retângulo rodeado pela rede, o que dá o espantoso percentual de 82,7%. Apenas 24 foram para fora. Bélgica e França ocupam terceiro e quarto lugares, respectivamente.

Outro ponto que mostra o poderio alemão é a posição dos chutes. Foram 43 deles dentro da área contra 21 fora dela. O feito só foi igualado pela França, concidentemente eliminada pelos próprios germânicos. O Brasil chutador fez 37 dentro da área e 30 fora dela. A outra finalista, Argentina, acertou 34 dentro da área e 27 fora.

DEFESA

Agora a polêmica das polêmicas. É sabido por todos que os anfitriões do Mundial ostentam a defesa mais vazada da competição, com 11 gols sofridos. Mas para a Fifa a melhor defesa é aquela que desarma. E desarmar foi com o Brasil e seus 134. A Alemanha fez bem menos, 92, embora o percentual de desarmes completos, quando o time toma a bola do rival e fica com ela para transitar ofensivamente, tenha sido maior: 85% contra 80% dos canarinhos.

Para quem tinha muita badalação no ataque e descrédito na defesa, a Argentina surpreendeu ao ponto de apresentar um percentual de desarmes completos um pouco melhor até que seu adversário na decisão. Foram 86% de um volume total de 104. Não é à toa que os discípulos de Messi ainda não tomaram um gol sequer nos mata-matas.

PASSES

Estamos agora com o único fundamento em que os dois finalistas aparecem juntos. Alemães e argentinos são os que mais passam. Tricampeões em primeiro com 4.169. Bicampeões em segundo com 3.732. Calcada no tiki-taka levado por Guardiola ao Bayern de Munique, base da seleção, a Alemanha completou 82% do que passou contra 78% dos portenhos.

Os dois postulantes ao insosso terceiro posto no pódio vêm na sequência. A Holanda soma 3452 passes e os mesmos 78% de acerto da Argentina. O Brasil trocou bolas 3018 vezes e completou 75% delas. A curiosidade aqui fica para a Espanha, uma das maiores usuárias de passes da história do futebol. Eliminados na primeira fase, os campeões de 2010 estão apenas em 10º no ranking com 2.071 passes, algo compreensível, pois só jogaram três vezes. Mesmo assim, o índice de acerto é o mesmo da Alemanha: 82%.

E a tetracampeã Itália, que ainda não apareceu na história até o momento tem um mínimo a se orgulhar. É o time com maior percentual de passes completados: 85%, embora nos números absolutos é uma tímida 15ª colocada com um total de 1.859. Assim como a Espanha, a Azzurra também ficou na fase de grupos.

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