domingo, 13 de julho de 2014

Em ataque direto a Armando Monteiro Neto, Eduardo Campos diz que governar Pernambuco não é brincadeira para filho de rico

Eduardo Campos em inauguração do comitê. Foto: divulgação
Eduardo Campos em inauguração do comitê. Foto: divulgação
Sem citar o empresário Armando Monteiro Neto, candidato do PTB ao governo do Estado, o presidenciável Eduardo Campos, padrinho do candidato socialista Paulo Câmara, como costuma fazer o ex-presidente Lula e os petistas, usou a boa e velha luta de classes para criticar o adversário petebista, de forma provocativa, na inauguração do comitê de Câmara, no Parnamirim, nesta manhã de sábado.
Depois de ressaltar que governar Pernambuco não deveria ser o resultado de um projeto pessoal, de A ou B, o ex-governador do Estado fez referências veladas à condição social do senador do PTB Armamdo Monteiro Neto.
“Governar Pernambuco não é brincadeira de filho de rico. É para quem tem vocação, espírito público, quem tem capacidade de se colocar no lugar do outro”, definiu.
Outra bordoada desferida pelo ex-governador Eduardo Campos pareceu buscar uma critica à união do petebista com os petistas, em uma possível alusão ao Mensalão. Também pareceu um elogio a si próprio, depois de ter abandonado a aliança com o PT, no ano passado, para ser candidato contra Dilma.
“Governar Pernambuco é para quem tem coragem de enfrentar a corrupção, a velha política. Para quem tem coragem de dizer não quero seu apoio (do PT), porque você (PT) quer o Estado para chamar de seu. O Estado tem que ser entregue é a população”, ilustrou.
Antes de destacar as qualidades pessoais de Paulo Câmara, ao seu modo de ver, Eduardo Campos defendeu a escolha pelo perfil técnico.
“Pernambuco renova a política. Geraldo Julio é um talento da vida pública. As pessoas diziam que (o candidato) tinha que ser da política. Ora, todos somos da política. Só que alguns já foram votados e outros ainda não”, comparou, em favor dos técnicos que estão assumindo desafios das urnas.
Na fala, Eduardo Campos pediu aos presentes para olharem o currículo e as referências de Paulo Câmara, em uma espécie de contraposição ao adversário.
“Onde ele bota a mão floresce, deu certo; foi entregue no prazo e bem feito. Vejam a vida dele. Trata-se de um desafio parecido como o que eu tenho. É conhecer para levar para casa. É saber que vai escolher. As pessoas não querem desmanchar o que dá certo (em Pernambuco). Elas querem que Paulo Câmara faça mais. E Paulo Câmara será o governador do futuro, da esperança e da competência”, defendeu.
No discurso, o ex-governador também fez referência às pesquisas eleitorais, citando um aliado da Zona da Mata, não nominado, que seria um dos mais desanimados, mas que agora estaria sorridente, dando-lhe os parabéns, supostamente com a evolução de Paulo Câmara nos ibopes da vida. “Você tinha razão, ele veio me dizer. Eu respondi. Eu não. Quem tem razão é o povo. Eles (os adversários) já viram a toada como vai ser. Paulo Câmara é a cara da renovação. Estou feliz com os resultados que já conseguimos desde domingo. Vocês vão ver daqui a um mês, vocês vão me dizer quando a TV entrar na campanha no final de agosto”, prometeu Eduardo Campos.
De acordo com os socialistas, mais de quatro mil militantes lotaram o comitê central de campanha da Frente Popular, inaugurado, neste sábado (12), pelo candidato a governador Paulo Câmara (PSB) e pelo presidenciável Eduardo Campos (PSB).

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