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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Escola na Itália dá bônus a alunos que vão de bike entre três a quatro vezes por semana

Ir para a escola ou para o trabalho de bike tem voltado, pouco a pouco, a se tornar um costume entre os brasileiros e até já há quem ganhe dias de folga com isso. Na pequena cidade deAprilia, a 30 km de Roma, o hábito virou ponto no boletim dos alunos de uma escola pública, que são cada vez mais incentivados a usar a bicicleta. O programa Bike Control partiu do meninoLorenzo Catalli, que há um ano estava terminando seu período na escola de ensino médioLiceu Antonio Meucci e se questionou, nas viagens de carro com seu pai e por entre horas de trânsito, como seria mais simples se todos pudessem dispensar o automóvel.
Em conjunto com o pai, Lorenzo criou um dispositivo que se fixa na bike e permite verificar data, horário e distância do percurso realizado, além de calcular a quantidade de emissão de gás carbônico que foi evitada através da ação de trocar o carro pela magrela, ideia com apoio daUniversidad La Sapienza, em Roma. O próprio Lorenzo sempre foi para a escola de carro, antes de ter essa ideia de reverter as pedaladas em notas no sistema de avaliação, entrando dentro de atividades extracurriculares. Os pontos são acumulados somente com o mínimo de frequência detrês ou quatro vezes por semana indo de bicicleta para a instituição.
Pelo sistema de avaliação das escolas italianas, além das notas conseguidas em provas escritas e orais, os estudantes de ensino médio contam com o “crédito de formação“, uma pontuação obtida com a prática de atividades extracurriculares e que integra a média final necessária para superar o Exame de Estado, indispensável para o cursar o ensino superior.
BiciAsprilia1Foto via
Com a fama e cada vez mais adeptos, até mesmo a Prefeitura deu apoio e financiamento à campanha, que só tende a crescer ainda mais, podendo se expandir mundialmente. Lojas focadas em bike já dão até prêmios especiais para os alunos que participarem do programa. Uma boa ação acaba puxando inúmeras outras na hora da transformação social e urbana.
BiciAsprilia2Foto via
Foto topo © Luca Violetto

CBF afasta José Maria Marin e diz que vai 'reanalisar' todos os contratos antigos

Cartola ainda tinha cargo de vice-presidente na entidade e está preso na Suíça

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou, no início da noite desta quarta-feira, o afastamento de José Maria Marin, que tem cargo de vice-presidente na entidade e está preso na Suíça, a pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A CBF também informou que vai "reanalisar todos os contratos ainda vigentes e remanescentes de períodos anteriores".
De acordo com a CBF, a decisão de afastar Marin da vice-presidência "até a definitiva conclusão do processo" foi tomada em reunião extraordinária no início da noite desta quarta-feira. Já a análise dos contratos antigos, segundo a atual diretoria da CBF, já havia sido decidida no início da atual gestão, em 16 de abril, mas só foi "tornada pública" após a Justiça norte-americana denunciar um esquema de corrupção que dura "duas gerações de dirigentes" sul-americanos e teria começado em 1991.
Marin era o mais velho entre os vice-presidentes da CBF quando Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF, em março de 2012, e assumiu a entidade. O ex-governador biônico de São Paulo manteve-se no cargo até o mês passado, quando foi substituído por seu principal aliado político, Marco Polo Del Nero, eleito com seu apoio.
Presidente da Federação Paulista de Futebol de agosto de 2003 até o mês passado, Del Nero manteve-se aliado a Marin, tanto que o manteve como vice-presidente, o primeiro da linha sucessória.
SEDE MARIN - Inaugurada em junho de 2014, a nova sede da CBF leva o nome de José Maria Marin. Um dos líderes do Bom Senso FC, o ex-jogador Alex cobrou que a homenagem seja retirada. "O prédio da linda sede da CBF no Rio de Janeiro se chamar José Maria Marin é uma piada de péssimo gosto. Façam homenagem a quem fez algo pelo nosso futebol, por favor", escreveu o craque no Instagram.

 

Fifa se diz vítima no processo de prisões de dirigentes ligados à entidade

(Foto:EFE)

Horas depois das prisões de dirigentes ligados à Fifa, entidade que regula o futebol no mundo, a organização decidiu se pronunciar de forma oficial. Em uma entrevista coletiva, o porta-voz do órgão, Walter de Gregório, afirmou que a federação é apenas uma vítima em todo o processo, além de revelar a tranquilidade do suíço Joseph Blatter, atual presidente.
“O que aconteceu hoje é bom para a Fifa. Não em termos de imagem, é claro, mas para fazer uma limpeza. É um processo que já começamos, de investigar. Nós ajudamos a Justiça, é de nosso interesse que essa história seja apurada”, disse o porta-voz da entidade. “A Fifa é na verdade uma vítima, é a parte prejudicada nesse processo, porque danifica nossa imagem. Não houve qualquer ação dentro de nossos escritórios, somos a parte que sofre as consequências. Obviamente que isso acontece em um momento difícil. Doí, mas é necessário””, completou.
Gregório afirmou que Blatter está bastante tranquilo em relação às ações policiais desta manhã. “Ele não está dançando na sala, mas está tranquilo. O nome dele e o do secretário-geral não tem qualquer envolvimento neste caso”, disse. Ainda de acordo com o porta-voz, a eleição da entidade está mantida e não há qualquer intenção de cancelar o pleito.

Romário protocola pedido de abertura de CPI da CBF no Senado para investigar escândalo

Serão investigados todos os contratos da entidade, inclusive os dos últimos anos

O senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) protocolou nesta quarta-feira o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF. Após a prisão do ex-presidente José Maria Marin, o pedido contou com o apoio de 52 senadores, número bastante superior ao mínimo exigido de 27 assinaturas.
"Este é o momento de moralizarmos o futebol brasileiro, não podemos perder a oportunidade. Esperamos desmontar de uma vez por todas essa caixa-preta que existe dentro da CBF", disse Romário.
Segundo o senador, o objetivo é investigar todos os contratos da Confederação, incluindo aqueles firmados para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e Copa do Mundo no Brasil, no ano passado.
Marin foi preso nesta quarta-feira, em Zurique, sob a acusação de ter recebido propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol. No total, sete dirigentes da Fifa foram presos em uma operação coordenada pelo FBI.
Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, Romário costuma fazer reiteradas críticas aos dirigentes tanto da CBF quanto da Fifa. Ele disse que gostaria de ser o relator da CPI.
"São fatos mais do que claros que o nosso futebol precisa de uma chacoalhada e eu, como senador, me sinto na obrigação de dar esse resultado ao povo brasileiro, já que o futebol continua sendo a paixão maior de todos nós", afirmou.
Mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), havia apoiado a iniciativa. "Esse assunto mobiliza a sociedade e o País cobra resposta. Se o caminho for o da CPI, nós temos que estimular", disse.

 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Brasil e China vão construir ferrovia do Atlântico ao Pacífico

Da Agência Brasil
Dilma e o primeiro-ministro fecharam acordo para construir Ferrovia Transoceânica / Foto: AFP
Dilma e o primeiro-ministro fecharam acordo para construir Ferrovia TransoceânicaFoto: AFP
A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, assinaram nesta terça-feira (19) um plano de cooperação até 2021. Os dois países firmaram 35 acordos, entre eles um que trata de estudos de viabilidade para construção de uma ferrovia que ligue o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Peru, chamada de Ferrovia Transoceânica.

“A ferrovia vai cruzar o país de leste a oeste, portanto, o continente, porque ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico. É um novo caminho que se abrirá para a Ásia, reduzindo distâncias e custos. Um novo caminho que nos levará diretamente ao Pacífico, até os portos da China”, explicou Dilma, em declaração de imprensa, após a assinatura de acordos com o chinês.

Segundo Dilma, os atos assinados hoje representam investimentos de US$ 53 bilhões e abrangem áreas de planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, mineração, ciência e tecnologia, comércio, entre outras.

Na lista, está o acordo para retomada das exportações de carne brasileira para a China, interrompidas desde julho de 2012. Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, em julho do ano passado, o fim do embargo chinês à carne brasileira foi anunciado, mas faltava a assinatura de um protocolo sanitário.

“É o marco jurídico necessário para a retomada da exportação carne bovina para a China, de forma sustentável, que será implementada com a habilitação feita pela China dos primeiros oito estabelecimentos brasileiros. Reiterei interesse em tornar efetivo o processo de habilitação de novos estabelecimentos produtores de carne bovina, suína e de aves”, disse a presidente.

Segundo Dilma, mais nove frigoríficos brasileiros estão na lista aguardando a habilitação para voltar a exportar para a China. “Vamos liberar de forma bem acelerada. Foi assinado o acordo sanitário. A partir do acordo, cria-se uma nova forma de relacionamento nessa questão entre as autoridades chinesas, as autoridades sanitárias brasileiras e o Ministério da Agricultura”, acrescentou.

A presidente lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e defendeu a ampliação de investimentos, o comércio mais intenso, aberto e diversificado entre os dois países e o aperfeiçoamento de parcerias em educação, ciência e tecnologia.

Dilma destacou que Brasil e China devem se unir para cobrar mudanças no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e nos órgãos financeiros multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Segundo Li Keqiang, o fortalecimento da parceria entre Brasil e China pode ajudar a proteger as economias emergentes das dificuldades econômicas internacionais.

“Nesse cenário político e econômico internacional, que passa por mudanças, particularmente no contexto de fraca recuperação da economia mundial, a integração entre Brasil e China vai promover desenvolvimento dos países em desenvolvimento, das economias emergentes e ajudar na recuperação da economia mundial. A cooperação financeira ajudará as salvaguardas da sustentabilidade financeira dos países emergentes”, avaliou.

A lista de acordos entre Brasil e China inclui a compra de aviões da Embraer e de navios de minério da Vale, a construção de um satélite de sensoriamento remoto, investimentos de US$ 7 bilhões em projetos da Petrobras, a construção de um polo siderúrgico no Maranhão e até cooperação esportiva para as modalidades de tênis de mesa e jogo de peteca.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Armando tenta fortalecer relações Brasil-China

(Foto: Divulgação/Assessoria)
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro Neto, estará presente no jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-China, nesta segunda-feira (18), em Brasília, ao Ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, que integra a delegação oficial do país asiático em visita ao Brasil, acompanhando o primeiro-ministro chinês. Armando foi o único ministro convidado para o encontro.
Monteiro promove também, nesta terça-feira (19), no Mdic, a assinatura de um memorando de entendimento entre a Apex
(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e o grupo chinês BYD – que vai investir R$ 150 milhões para produzir células fotovoltaicas e painéis solares em Campinas (SP).
A nova fábrica deve ser inaugurada em janeiro de 2016 e a produção pode chegar a 400 MW/ ano, com a criação de 200 empregos. A empresa faz parte do Grupo BYD, gigante chinês que emprega 180 mil pessoas em 15 unidades instaladas em várias partes do mundo.

Experimento mostra a diferença que 2 horas a menos de sono podem fazer no seu organismo




Sabe aquela história de que dormir faz bem para a pele? Segundo um estudo conduzido pelaSleep School, em Londres, na Inglaterra, a qualidade do sono afeta não só a aparência, mas também todo o funcionamento do organismo. Apesar de sabermos que 8 horas é o tempo ideal de sono para a maioria das pessoas, a vida agitada não raro reduz esse número para seis ou menos horas de descanso por noite. E por mais banal que isso pode parecer, dormir pouco está acabando com a nossa saúde.
Durante o experimento, a britânica Sarah Chalmers, de 46 anos, reduziu a quantidade de horas dormidas por noite e, sem direito a sonecas, comparou o antes e o depois de sua aparência, além de listar sintomas clássicos da privação do sono. Conforme relatado ao DailyMail, na primeira noite, ela deveria dormir apenas quatro horas. Nos três dias seguintes, ela teve um sono padrão de oito horas. No entanto, durante cinco noites seguidas, ela restringiu seu sono a apenas seis horas.
Dormir tão pouco levou a efeitos como falta de atenção, problemas de memória, irritabilidadee uma fome insaciável. De acordo com a dermatologista Dra. Anita Sturnham, a qualidade do sono faz com que a pele fique opaca, sem vida, e que as rugas e olheiras aumentem. Isso acontece devido aos altos níveis de cortisol presentes no organismo, que quebra as proteínas responsáveis por manter a pele bonita e elástica. É também por isso que os poros aumentam e áreas vermelhas podem ser percebidas.
Sem descanso, o cérebro começa a falhar, cortando a atenção e a memória e passa a funcionar de modo primitivo, focando nas emoções – por isso que, quando estamos cansados, qualquer coisinha é motivo para explodir em lágrimas. Outra consequência bastante relevante de dormir pouco é a fome constante, causada pelo desequilíbrio dos hormônios responsáveis pela sensação de saciedade. Trocando em miúdos: dormir pouco pode deixar você com aparência sofrida, mau humor, desatenção e ainda por cima engorda.
E então, a que horas você vai para a cama hoje?
Após 6 horas de sono
fml-sleep project sarah chalmers day 2
Após 8 horas de sono
sarah chalmers lard as moisturiser john godwin
Todas as fotos © DailyMail
Via DailyMail

US$ 8 bilhões: refinaria custará 8 vezes mais

Do Diario de Pernambuco –Thiago Neuenschwander
A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), uma das obras citadas nas investigações da Operação Lava-Jato, deverá custar, ao menos, US$ 20 bilhões aos cofres públicos. A informação foi divulgada pelo deputado federal Kaio Maniçoba (PHS/PE), 3º vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as denúncias de superfaturamento em obras da Petrobras. Nesta segunda-feira, Kaio e outros três integrantes da CPI (Fernando Monteiro, Altineu Cortês e Delegado Waldir) estiveram nas dependências da refinaria para colher informações que possam embasar o relatório final sobre o caso.

O custo inicial previsto da Rnest era de US$ 2,4 bilhões, mas seu custo atual já gira em torno dos US$ 18,5 bilhões. "Pelas informações que nós tivemos aqui, a refinaria deverá custar, no mínimo, mais US$ 3 bilhões. Esse é um relatório que eles gentilmente nos passaram, mas a parte técnica da CPI virá aqui para olhar isso. Então, acredito que com menos de US$ 20 bilhões a gente não tem essa refinaria pronta", assegurou.

Como consequência dos sucessivos problemas, as obras que deveriam estar concluídas desde 2011 ainda não foram entregues totalmente e não têm previsão disso. Atualmente, cerca de 80% do projeto está pronto, parte dele da operação do primeiro trem de refino da refinaria, cuja produção começou em dezembro de 2014. 

Porém, desde o início do ano, os trabalhos para conclusão da obra estão paralisados, reflexo direto da Operação Lava-Jato, responsável por investigar a relação entre ex-diretores da estatal, doleiros, parlamentares e empreiteiros - alguns deles presos na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.
Fonte (Blog do Magno)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Contratos secretos mostram como CBF ‘vendeu’ a seleção brasileira a empresários

AE -A seleção do Brasil não é do Brasil. Os contratos secretos da CBF com empresários que lucram milhões de dólares com realização de amistosos deram a investidores estrangeiros o controle total sobre a maior seleção da história, sequestrando a emoção do torcedor para garantir lucros e transformando os jogadores em meros atores de uma indústria do entretenimento.
Pelos acordos, a lista de convocados precisa atender a critérios estabelecidos pelos parceiros comerciais e qualquer substituição precisa ser realizada em “mútuo acordo” entre CBF e empresários. O contrato deixa claro: o jogador que substituir um “titular” precisa ter o mesmo “valor de marketing” do substituído.
As condições fazem parte de minutas de contratos secretos obtidos pela reportagem e que revelam, de forma inédita, como a CBF leiloou a seleção brasileira em troca de milhões de dólares em comissões a agentes, cartolas, testas de ferro e o envolvimento de empresas em paraísos fiscais, longe do controle da Receita Federal brasileira.
Desde 2006, a CBF mantém um contrato com a companhia ISE para a realização dos amistosos da seleção. O acordo foi mantido em total sigilo por quase 10 anos. Documentos obtidos pela reportagem revelam agora que a ISE é uma empresa de fachada com sede nas Ilhas Cayman. Não tem escritório nem funcionários. É mera Caixa Postal, número 1111, na rua Harbour Drive, em Grand Cayman. A ISE é apenas uma subsidiária do grupo Dallah Al Baraka um dos maiores conglomerados do Oriente Médio, com 38 mil funcionários pelo mundo.
Em 2011, esse contrato de 2006 foi renovado por 10 anos pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em um encontro em Doha, no dia 15 de novembro. Ele seria oficializado no dia 27 de dezembro daquele ano. Entre 2006 e 2012, a ISE sublicenciou a operação para a Kentaro, companhia que passou a implementar cada partida da seleção com base no acordo.
Em 2012, o contrato de operação passou para as mãos da Pitch International, depois de uma negociação com a ISE e a CBF, que continua em vigência.
Nos primeiros acordos e emendas entre a CBF e a ISE, os termos não faziam qualquer menção às regras para a convocação de jogadores. Tudo mudaria em 2011. Os aspectos esportivos foram colocados em segundo plano. Trata-se, acima de tudo, de um esquema para explorar a marca da seleção em todos os seus limites, independentemente do resultado em campo ou do significado de uma partida para a preparação do time.
CONVOCADOS – Pelo acordo secreto, ficou estipulado que a seleção deveria entrar em campo sempre com seus principais jogadores, sem qualquer possibilidade de testar jovens promessas ou usar amistosos para preparar o grupo olímpico. “A CBF garantirá e assegurará que os jogadores do Time A que estão jogando nas competições oficiais participarão em qualquer e toda partida”, disse o artigo 9.1.
Qualquer violação desse acordo significa pagamento menor de cota. “Se acaso os jogadores de qualquer partida não são os do Time A, a taxa de comparecimento prevista nesse acordo será reduzida em 50%”, estipula o contrato. Por jogo, a CBF sai com US$ 1,05 milhão (R$ 3,14 milhões) se seguir o acordo.
Caso um jogador seja cortado por contusão, por exemplo, a CBF precisa provar com um certificado médico aos empresários da ISE que o atleta não tem condições de jogar. “Qualquer alteração à lista será comunicada por escrito à ISE e confirmada por mútuo acordo. Nesse caso, a CBF fará o possível para substituir com novos jogadores de nível similar, com relação ao valor de marketing, habilidades técnicas, reputação”.
Para deixar claro o que significa “Time A”, a ISE alerta que não aceitaria o que ocorreu em novembro de 2011 quando o Brasil foi ao Gabão e depois a Doha para enfrentar o Egito. Na época, o então treinador, Mano Menezes, não contou com Neymar, Paulo Henrique Ganso, Lucas, Marcelo, Kaká e Leandro Damião, nomes da lista original para os amistosos.
No novo contrato (o que passou a valer em dezembro daquele ano e vai até 2022), a empresa deixou claro que tal situação passaria a ser punida com uma redução em 50% do cachê pago. Além disso, todos os direitos de transmissão, copyright ou qualquer outro aspecto ficam sob controle total da empresa de fachada registrada nas Ilhas Cayman. Em um dos artigos do contrato, fica ainda estipulado que, mesmo que o acordo for suspenso, os direitos de copyright são mantidos sem data para acabar. Qualquer violação significa que a CBF teria de pagar uma multa de US$ 1 milhão.
O contrato ainda prevê que os períodos de preparação da seleção brasileira para as Copas de 2018 e 2022 também serão de exploração exclusiva da ISE. O acordo ainda termina com termo bem claro: confidencialidade. “Todos os termos e condições deste acordo serão tratados pelas partes como informações confidenciais e nenhuma das partes os divulgará”.
GUERRA – Os documentos também revelam uma guerra interna na CBF pela fatia mais importante dos lucros. Quando Ricardo Teixeira assinou o novo acordo com a empresa de Cayman, ele já planejava sua saída da entidade, passando o controle para José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Mas o que se viu na transição de poder dentro da CBF foi um braço de ferro que seria vencido por Teixeira, mesmo já fora da entidade.
E-mails confidenciais obtidos pela reportagem revelam que Marin e Del Nero, o atual presidente da CBF, estavam negociando um novo contrato com a Kentaro, que oferecia aos parceiros valores superiores aos que estavam sobre a mesa, deixados por Teixeira.
Quem convenceu Marin e Del Nero a se lançar na ofensiva foi o Grupo Figer que, conforme mostram documentos, atuando apenas como intermediadora entre Kentaro e CBF, ficaria com US$ 132 milhões por permitir mais de 100 jogos da seleção entre 2012 e 2022 – valor superior ao que a CBF levaria com base no contrato da ISE.
Todos os detalhes fazem parte de uma ação judicial. De acordo com o relato dos fatos, documentos e e-mails juntados no processo, a renegociação dos acordos para realização dos amistosos teria começado logo depois da renúncia de Teixeira, no dia 8 de março de 2012.
Naquele momento, Juan Figer e seus filhos André e Marcel decidiram que o fim da “era Teixeira” poderia ser ocasião para passar a fazer parte dos intermediários que lucrariam com a seleção. O encarregado de falar com Del Nero foi Marcel Figer.
Ainda de acordo com os fatos relatados no processo, encontros se proliferaram na residência de Marin, na rua Padre João Manuel, esquina com Alameda Franca, em um flat de Del Nero em São Paulo, em hotéis em Londres e Budapeste e até na Federação Paulista de Futebol (FPF).
Depois de uma série de discussões, a Kentaro, o Grupo Figer, Marin e Del Nero fixaram encontro em Londres, em 25 de abril de 2012, no hotel Claridge. Em 2 de maio, e-mail enviado por Phillip Grothe, CEO da Kentaro, resumia o encontro e traçava as soluções e estratégias para o sucesso da empreitada.
Para que pudessem montar uma proposta que derrubasse o acordo da ISE, um dos sócios do Grupo Figer, Marcel, pediu e obteve de Del Nero uma cópia traduzida do contrato sigiloso entre a entidade e os sauditas, justamente para servir de base para o novo contrato a ser fechado com a Kentaro. O documento foi mostrado por Del Nero a Marcel em um encontro na sede da FPF, no dia 3 de maio de 2012. No dia seguinte, Marcel e Juan Figer foram ao apartamento de Marin e conseguiram dele sinal verde para tocar o acordo.
CONTRA-ATAQUE – Mas Teixeira não estava disposto a ver a arquitetura que montara na CBF desabar. No dia 19 de maio de 2012, ele viajou até a Alemanha para um encontro com Marin e Del Nero. Ambos estavam em Munique para a final da Liga dos Campeões da Europa, vencida pelo Chelsea. Teixeira, para não ser visto pela imprensa, ficou em uma cidade mais afastada.
Ainda assim, as negociações para mudar o parceiro da CBF teriam sido mantidas. No dia 21 de maio, o advogado do Grupo Figer, Alexandre Verri, elaborou a minuta do contrato entre Figer e Kentaro. Uma semana depois, uma versão final chegou aos interessados. Entre os itens do acordo estava a comissão de US$ 132 milhões que a Kentaro pagaria para o Grupo Figer.
Mas a renovação pretendida pela Kentaro não vingou. Em 16 de agosto de 2012, um acordo da CBF foi anunciado com a empresa Pitch International, depois de intermediação de Teixeira com os sauditas da ISE. A empresa que jamais havia organizado um jogo de futebol sequer, passaria a operar as partidas da seleção como subcontratada da ISE. O esquema montado por Teixeira estava preservado. Mesmo fora da CBF, continuou mandando na seleção ao lado de seus parceiros comerciais. E isso tudo até 2022.
 por fernandoveloso

A cada 15 dias indo ao trabalho de bike, servidor do MPF-PE ganha 1 dia de folga



Para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte no dia a dia, o Ministério Público Federal de Pernambuco aprovou uma portaria (n° 46/2015) que garante ao servidor 1 dia de folga a cada 15 em que ele usar a bicicleta para ir até o trabalho. A regra, que está em funcionamento desde março deste ano, tem o objetivo de beneficiar os funcionários que deixam o carro de lado, buscando uma alternativa de transporte sustentável e saudável.
Para ter direito ao benefício, proposto pelo procurador da República Rafael Ribeiro Nogueira Filho, os servidores devem estacionar as bikes dentro do edifício da Procuradoria e assinar uma declaração, que é então enviada à coordenação para o abono do dia de trabalho. A conta é simples: 15 dias de bike, 1 de folga. Para se adequar aos ciclistas, o prédio agora conta com vestiários para que os servidores possam tomar uma ducha e trocar de roupa antes de começarem a trabalhar.
Apesar de positiva, a iniciativa causou certa polêmica, já que muitos dos servidores que moram longe do local de trabalho – o que torna o uso da bicicleta mais complicado – usam o transporte público para se deslocar e, portanto, não serão beneficiados.
E você, o que achou da ideia?
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Foto CC Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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Foto via CicloVivo
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Foto CC Richard Masoner