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segunda-feira, 30 de março de 2015

Cabo rebate denúncia de vice-prefeita

A prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, enviou, há pouco, ao blog, uma nota rebatendo as acusações feitas pela vice-prefeita do município, Edna Gomes. Na última semana, este blog publicou uma denuncia feita por Edna em que a vice-prefeita acusava a Prefeitura de crime ambiental.
Em resposta, a Prefeitura do Cabo afirmou que trata as questões de planejamento urbano e meio ambiente com seriedade e de acordo com a legislação, não permitindo afrontas e desrespeito ao ecossistema. Confira a nota na íntegra.

“Em resposta às denúncias inverídicas feitas pela vice-prefeita do Cabo de Santo Agostinho, Edna Gomes, no espaço Tribuna do leitor do Blog do Magno, a Prefeitura Municipal esclarece que a atual gestão trata as questões de planejamento urbano e meio ambiente com seriedade e de acordo com a legislação, não permitindo afrontas e desrespeito ao ecossistema, especialmente aos manguezais e a ocupação irregular do solo.
O projeto de desmembramento da área do galpão da empresa Lubar, em Pontezinha, foi aprovado em 05 de julho de 2012 (processo 547/10 SMPMA), portanto na gestão anterior, da qual a senhora Edna Gomes também fez parte como secretária municipal. A área da suposta lagoa a qual ela se refere, na verdade, deveria ser parte do sistema de tratamento de esgoto que teve suas obras paralisadas há mais de dez anos, o que mostra o total desconhecimento de causa da senhora Edna.
Quanto à área junto ao loteamento Bom Conselho, em Ponte dos Carvalhos citada pela vice-prefeita, é preciso esclarecer que o aterro está sendo executado em área particular de acordo com a legislação vigente, não suprimindo área de manguezal e tendo a sua chamada cota de nível, em relação às ruas não pavimentadas, aprovada com base nas leis Nº 1520/89 e 2513/2009. Existe, inclusive, nos registros do município, a Certidão de Diretrizes e a Carta de Anuência concedidas no ano de 2010, portanto também na gestão anterior, permitindo a implantação de galpões de armazenamento e logística no local.
Vale ressaltar ainda que a senhora Edna Gomes, ao contrário do que afirmou na sua nota, não encaminhou qualquer ofício ao Gabinete do Prefeito  abordando os assuntos em tela”.

Três pessoas presas por posse ilegal de armas e tráfico de drogas, no Cabo

Policiais militares foram à procura de um suspeito e levaram três para a delegacia

 

Dois homens e uma mulher foram presos na madrugada deste sábado (28) por policiais militares do 18º BPM. O trio é acusado de porte ilegal de armas e tráfico de drogas, pois foram pegos em flagrante com 130 gramas de crack; 34 gramas de maconha; uma pistola 380 com 111 munições e três carregadores; uma pistola calibre 765 com 22 munições e um carregador; balança de precisão; sete celulares; binóculo; bala clava; e a quantia de R$ 874.
A detenção ocorreu no Alto Bela Vista, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. Os policiais foram até o local para averiguar a denúncia de que Davidson José de Lima, ex-presidiário conhecido como Aruá, de 27 anos, liderava uma boca de fumo. Lá encontraram não só o suspeito, mas também Alana Daniely da Silva Mendes, 18, e o também ex-presidiário Luciano Araújo de Oliveira, 34. Eles foram encaminhados para a Delegacia do Cabo de Santo Agostinho, onde foram autuados.
Do FolhaPE, com informações da assessoria

sexta-feira, 27 de março de 2015

Dispositivo movido a pilhas transforma sua lata de cerveja em um barril de chope

Quem é fã de um bom chope geladinho, sabe que há uma boa diferença entre ele e uma cerveja comum. Mas o Beer Hour é um dispositivo inovador desenvolvido pela empresa japonesa Takara Tomy para deixar a sua cerveja com toda a cremosidade do chope.
Você só precisa acoplar o aparelho em uma latinha de cerveja e acionar uma alavanca localizada na lateral do dispositivo para que a espuma se forme enquanto a bebida é servida. Para que o sistema funcione, é necessário apenas uma pilha AAA.
À venda por U$ 17.97 (cerca de R$ 60) no site da Amazon, o produto funciona com latas de 500ml e 350ml – o que faz com que seja compatível com 4 marcas de cerveja japonesas e 56 latas internacionais, com medidas entre 55mm e 59mm.
Veja abaixo o comercial do Beer Hour e comece a sonhar:






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Todas as fotos: Divulgação
*Esse post é um oferecimento de “Duracell – Histórias cheias de energia

FBC quer Brasil e EUA mais próximos nas áreas de ciência e tecnologia

Em reunião da Comissão de Relações Exteriores (CRE), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) defendeu, nesta quinta-feira (26), a ampliação de parcerias econômicas e cooperações bilaterais com os Estados Unidos e a Jordânia, especialmente nas áreas do Conhecimento e de Meio Ambiente. No encontro foram aprovadas as indicações dos embaixadores Luiz Alberto Figueiredo Machado e Francisco Carlos Soares Luz para as embaixadas dos dois países.
Em referência à criação de um Observatório de Inovação no âmbito da Embaixada do Brasil nos EUA , o socialista disse que o setor de Bioeconomia é um dos caminhos para o Brasil estreitar os “laços de pesquisa e inovação” com os EUA.
“A presença de Luiz Alberto Figueiredo na embaixada brasileira é uma oportunidade de construirmos um novo patamar para a relação Brasil-EUA”, enfatizou Fernando Bezerra.
“Inclusive, para que possamos dar sequência à ambição do Brasil de se fazer mais presente no cenário internacional”, completou o senador, ao destacar que a Bioeconomia é um dos setores mais promissores da economia mundial.
  POR ALEX RIBEIRO

quarta-feira, 25 de março de 2015

Brasil deve dar prioridade à questão da água

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Por Fernando Bezerra Coelho
Na tarde desta quarta-feira, faremos a instalação da nova composição da Comissão Mista de Mudanças Climáticas (CMMC), que tornará perene a discussão de temas vitais, como a questão da água. Na condição de presidente desta importante Comissão, quero realizar uma série de audiências públicas para debater o assunto com a sociedade, o setor produtivo e o meio acadêmico, que muito poderão contribuir na busca de soluções para o enfrentamento da chamada “crise hídrica” pela qual passa o nosso país.
Como senador da República eleito pelo estado de Pernambuco, darei prioridade, no meu mandato, à questão da água, que, no meu entendimento, deve ser analisada de forma integrada, em um tripé: Água, Energia e Alimentos. Estes três recursos globais não podem ser tratados de forma isolada porque têm relações interligadas, o que muitas vezes não se reflete no planejamento e nas políticas públicas aplicadas a estes setores.
No último domingo comemoramos o Dia Mundial da Água, data que foi criada pela ONU, em 1992, para lembrar às pessoas da importância em preservar um bem tão precioso. Como alerta, a Organização das Nações Unidas divulgou relatório com dados alarmantes, que precisam receber a atenção dos gestores brasileiros; afinal, três das dez maiores bacias hidrográficas do planeta estão aqui.
O estudo mostra que nas últimas décadas o consumo cresceu duas vezes mais que a população e a expectativa é que a demanda ainda aumente 55% nos próximos 30 anos. Quase 800 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e mais de 2 bilhões não contam com rede de esgoto no planeta. Aqui no Brasil, 103 milhões de seres humanos não têm esgotamento sanitário em casa e 34 milhões não sabem o que é água encanada.
Nós, nordestinos conhecemos bem o problema, pois convivemos com a escassez de água há bastante tempo, enfrentando longos períodos de rodízios e racionamentos. O consumo médio de água em Pernambuco, por exemplo, está na casa dos 96 litros por habitante. A média nacional é de 159 litros/dia. No Rio de Janeiro, estado de maior consumo, este índice é superior a 189 litros/dia.
É uma obrigação nossa planejar o manejo consciente da água para que as próximas gerações não enfrentem problemas ainda mais graves que nós. Em 2014 foi publicado que o país deveria construir um Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH). Este Plano deveria compreender toda a complexidade do tema, abordando a preservação dos mananciais, lençóis freáticos, captação, armazenamento e distribuição da água no Brasil. Pouco avançamos de lá para cá. E continuamos convivendo com situações estarrecedoras, que causam estranheza e vergonha ao país.
A região amazônica, onde está a maior oferta de água doce do mundo, tem um déficit de 31% em relação ao acesso à água potável. Já a rede de esgoto só atinge 13,5% das casas, segundo os dados do IBGE.
Estes números mostram que temos a necessidade de intensificar os trabalhos e elaborar um documento capaz de servir como marco regulatório para municípios, estados e união. Um Plano Nacional de Segurança Hídrica que aponte caminhos e preveja uma carteira de projetos de obras hídricas estratégicas, contemplando a construção de barragens, sistemas adutores, canais e eixos de integração. Temos de garantir para os brasileiros acesso à água encanada, ao esgoto coletado e à energia. A Organização Mundial de Saúde afirma que para cada 1 dólar investido em tratamento de água, outros 4 são economizados na rede de saúde.
​Não tenho dúvidas de que crescer de maneira sustentável e racional é, sem dúvida, o grande desafio das próximas gerações. Planejar os passos, avaliar impactos e preservar um bem tão importante como a água é essencial para nós. Esta é uma agenda que já está atrasada e não pode mais ser relegada ao segundo plano. O Brasil tem uma tarefa a cumprir, que precisa ser iniciada agora, porque sem água não há futuro possível.
Fernando Bezerra Coelho é senador pelo PSB-PE.

O talentoso pintor cego que nunca enxergou nenhuma de suas obras

As cores vibrantes e intensas compõem imagens do dia a dia, como um casal que caminha abraçado, um cachorro ou um músico. As telas do norte-americano John Bramblitt estão presentes em mais de 20 países, ele é protagonista de dois documentários e tem diversos livros escritos sobre arte. Bramblitt perdeu sua visão há 13 anos, devido a uma complicação em suas crises de epilepsia. Apesar de ter em seus olhos o buraco negro da cegueira, o artista carrega em seus dedos a capacidade mágica de trabalhar com cores e formas na tela.
O incidente, que aconteceu quando tinha 30 anos, deixou Bramblitt depressivo, sentindo-se distanciado da família e dos amigos. Ele nunca havia pintado antes, mas foi ao tentar brincar com o pincel e com a tinta que descobriu sua nova razão de ser. “Para mim, o mundo é muito mais colorido agora do que era quando eu enxergava“, afirma ele na entrevista cujo vídeo está disponível logo abaixo.
Bramblitt descobriu ser possível enxergar através do tato, usando a chamada visão háptica. Com uma tinta de secagem rápida, ele consegue sentir na ponta dos dedos a forma que compõe na tela e, com o auxílio de etiquetas em braile nos tubos de tinta, consegue fazer a mistura certa das cores. Ele descobriu, inclusive, que cada cor possui uma textura diferente e, hoje, consegue sentir e enxergar à sua maneira cada quadro que pinta.
Além de pintar com frequência, Bramblitt trabalha ainda como assessor no Metropolitan Museum of Art de Nova York, nos EUA, onde coordena projetos que garantem acessibilidade à arte. Confira algumas de suas incríveis obras:


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Todas as fotos © John Bramblitt



terça-feira, 24 de março de 2015

Pão francês 10% mais caro

Saco de trigo custa, em média, R$ 95. Mercado projeta que preço chegue a R$ 100

Bruno Campos/Folha de Pernambuco
Nas padarias custo com energia também reflete no valor final do produto
Apesar de o dólar ter fechado a última segunda-feira (23) com queda de 2,66%, ainda está longe de impedir a alta do trigo e, consequentemente, do pãozinho francês. Depois de sucessivas elevações, o peso da moeda estrangeira já influencia no custo do trigo - já que o País importa metade do insumo - e no bolso do consumidor, que nos próximos dias vai encontrar o produto 10%mais caro, em média. Embora a alta não seja unânime, pois cada panificadora mantém uma planilha de custos diferente, os empresários amargam despesas e não veem alternativas a não ser repassar o preço ao cliente. Hoje, o saco de trigo custa R$ 95, média, e a projeção é que ele suba para R$ 100.
Sócia da Panificadora Pan Shop, Sandra Brás contou que vem tentando não repassar o aumento, mas disse está difícil. Além da alta do dólar, registrou também o aumento da eletricidade e da água. “Muitas padarias usam forno elétrico e o preço da energia pesa muito. Mesmo quem usa forno a lenha tem sentido impacto por causa das outras máquinas, como o misturador”, explicou. Esse cenário já foi responsável por reajustar o preço da farinha de trigo no mês passado, em10%, e agora já foi avisada pelo seu fornecedor que nas próximas semanas virá um novo aumento. “Não falaram de quanto será, mas está se falando em 10% novamente. O trigo é quase todo importado e como dólar do jeito que está não tem o que fazer”, lamentou.
O dono da Padaria Massa Nobre, Ronaldo Rodrigues, disse que em 12 meses o trigo aumentou 22% e que apenas 5% foi incluído no preço final do pãozinho. “Fizemos isso nas últimas, agora em março”, afirmou. Para ele, não vale a pena garantir o percentual cheio, pois o mercado está retraído. Desde janeiro a conta só aumenta para Rodrigues. “Dissídio da categoria, energia elétrica e pressão do dólar na farinha e nos derivados. Se até abril as coisas não reverterem, vamos passar adiante, pelo menos, 5%”, destacou.
Na análise do diretor-executivo da Associação Brasileira de Panificação (ABIP), Joaquim Sousa, essa situação acontece porque o Brasil não é um recordista no consumo de pão, então seria fácil abrir mão do produto. Hoje, o País consome 30 quilos per capita por ano de pão, enquanto que o Chile e os países da Europa consomem entre 50 e 60 quilos. “Elevar o preço é um sacrifício para o panificador porque o cliente pode desistir de comprar naquela empresa. Por isso, temos que ter cuidado para o reajuste não ficar fora da realidade”, explicou. Sousa reiterou não te como mensurar o percentual exato do aumento e que cota ficará sob responsabilidade de cada empresário.
Moeda fecha em baixa, cotada a R$ 3,15
SÃO PAULO - O dólar vista no balcão deu sequência ao movimento a sexta-feira e fechou em baixa pela segunda sessão consecutiva, ontem, cumulando, ante o real, desvalorização de 4,37% este período. O desempenho foi determinado pelo exterior, onde a moeda norte-americana perdeu valor de norma generalizada, afetada elas apostas de que o Federal Reserve (Fed) deverá subir o juro nos EUA somente no segundo semestre. O dólar à vista no balcão encerrou em R$ 3,1510 (-2,66%), o menor patamar desde o último dia 11 (R$ 3,1250). Oscilou da máxima de R$ 3,2160 (- 0,65%) à mínima de R$ 3,1500 (-2,69%).
A percepção de que o Fed não deverá mexer nas taxas dos Fed Funds nas próximas reuniões e, quando o fizer, será de forma bastante cautelosa, vem provocando a queda do dólar ante as principais moedas, desde a divulgação do comunicado da reunião do BC norte-americano na última quarta-feira. Hoje, a expectativa de que a retirada da política monetária do modo acomodatício será feita com cuidado foi reforçada após declarações do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer.
Ele disse que os juros do país devem subir ainda neste ano, mas alertou que é improvável que os movimentos seguintes sejam apenas para cima. Segundo ele, porém, a decisão de aumentar os juros será comunicada por “uma ampla gama de informações sobre as condições do mercado de trabalho, inflação e evolução financeira e internacional”, acrescentou.
No Brasil, o recuo do dólar ante o real foi mais acentuado do que as demais divisas emergentes porque, recentemente, o real vinha sendo comparativamente bem mais castigado. Operadores destacaram ainda que, nos últimos dias, tem ajudado a moeda brasileira um movimento gradual de redução de posições compradas em dólar no mercado futuro.

  Por Raquel Freitas, da Folha de Pernambuco

Deputado quer desligar hidrelétrica de Sobradinho para evitar colapso na agricultura

Foto: Arquivo JC Imagem
Foto: Arquivo JC Imagem
Em Pernambuco, o deputado estadual Odacy Amorim (PT), está defendendo o possível desligamento da Hidrelétrica de Sobradinho, entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), para evitar o colapso de abastecimento na agricultura irrigada no Vale do São Francisco. Considerado o maior reservatório do Rio São Francisco, o Lago de Sobradinho estava com 17,56% da capacidade até este domingo (22), aponta levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Na semana passada, o ONS solicitou a Agência Nacional de Águas (ANA) para diminuir a vazão do rio em 100 metros cúbicos para preservar o abastecimento elétrico. A vazão já havia sido reduzida no ano passado. Segundo Odacy Amorim, essa redução no volume de águas pode levar ao colapso as propriedades rurais que dependem de irrigação e aumentar o desemprego na região.
Para o deputado do PT, a prioridade para o uso da barragem é o controle das cheias. Por último, estaria a geração de energia. “Se necessário, deve-se desligar a hidroelétrica de Sobradinho para garantir a irrigação”, diz. Ele acredita que o caos pode se instalar no sistema de irrigação em Petrolina.
A situação é mais grave porque o período úmido do Rio São Francisco, época do ano em que a bacia recebe mais águas, vai até abril. Em fevereiro, o Blog de Jamildo já havia mostrado que a situação da barragem preocupava os agricultores e o prefeito de Petrolina, Julio Lóssio (PMDB), havia proposto uma comissão que planejasse ações emergenciais para o lago. Na época, a barragem estava em 17,7%; um pouco acima do cenário atual.
Agora, Odacy Amorim tem defendido até a necessidade de uma intervenção do governo estadual sobre a questão. Ele também tem apelado para que os prefeitos da região decretem situação de emergência em seus municípios.
O objetivo é facilitar a contratação de obras e aquisição de equipamentos para tentar minimizar o impacto da falta de água. Uma das propostas é o uso de elevatórios flutuantes nas barragens. Os dispositivos, que facilitam a retirada da água, porém, precisam de até 120 dias para serem instalados.
Há um mês, o Blog de Jamildo mostrou que as barragens no Sertão haviam entrado em colapso, enquanto os reservatórios da Região Metropolitana do Recife (RMR) ainda resistem à crise hídrica.

Tribuna do leitor: descaso no Cabo

Por Edna Gomes*
Em visita a Ponte dos Carvalhos e Pontezinha, após denuncia de um cidadão preocupado com o meio ambiente do nosso município, pude constatar uma das maiores afrontas e desrespeito ao nosso ecossistema municipal e em especial aos manguezais. Bioma que é amplamente protegido pela nossa Constituição Federal e Leis Complementares.
Por ser um ecossistema  costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho, a Constituição Federal de 88, em seu Art. 255, tipifica os Manguezais como patrimônio nacional.  A fim de dar uma maior proteção a esse tão importante ecossistema, o legislador, também criou, a Lei Federal 7803/89 que transformou as áreas de mangue em áreas de preservação permanente. Significa que toda área de manguezal de todo litoral brasileiro, não se pode mais ser invadido ou derrubado.
Ainda assim, apesar de todo o amparo legal, esse bioma não vem sendo respeitado e em longa escala vem sofrendo com o desmatamento desenfreado das empreiteiras.
O antigo Galpão da LUBAR, que se localiza na cabeceira da ponte em Pontezinha, apesar de suas obras serem embargadas pelo CPRH, que é a Agência Estadual de Meio Ambiente, continuam a avançar mangue a dentro, de tal maneira que a lagoa que ali se encontrava, já foi aterrada.
O aterro, próximo ao loteamento Bom Conselho, alem de ser Crime Ambiental e por em risco o ecossistema dos manguezais que ali se encontra, está mais alto que as ruas do loteamento, caracterizando, para moradores dessa comunidade, um grande risco, pois quando a maré estiver alta ocorrerá grandes chances de inundação, colocando risco os seus moradores e gerando gastos públicos com o socorro destas famílias.
Diante o exposto, é de extrema importância que haja o respeito a norma constitucional e cumprimento da Lei 7803/89 , de maneira que  se impeça e obstrua as obras que tanto afetam o nosso meio ambiente e puna os responsáveis por esses crimes ambientais.
Tendo em vista que o Prefeito do município não atende minhas solicitações por meio de oficio, estarei enviando a questão ao Ministério Publico.
*Vice-prefeita do Cabo de Santo Agostinho

Fonte (Blog do Magno)

Projeto recupera Riacho Algodoais no Cabo

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o governador Paulo Câmara lança, nesta terça-feira, o “Águas de Suape”, programa pioneiro no Brasil. O ato será às 11h, no Palácio do Campo das Princesas. A iniciativa visa recuperar o Riacho Algodoais, no Cabo de Santo Agostinho, e promover educação ambiental com as 15 famílias residentes no entorno do curso d´água, que tem dez quilômetros de extensão e corta as zonas industrial e de preservação ecológica de Suape. A execução do programa prevê investimentos da ordem de R$ 8 milhões.
O “Águas de Suape” faz parte do plano de ação de meio ambiente e sustentabilidade do Complexo para este ano, cujos investimentos totais somam R$ 20 milhões. Além dessa iniciativa, o plano prevê, entre outras atividades, restauração de mata atlântica, recuperação de mangue, estudo da fauna marinha e inclusão socioprodutiva para famílias no entorno de Suape.
A primeira parte do programa é o projeto “Jardim Algodoais”, que usará a técnica de aplicação de plantas que se alimentam das impurezas despejadas no riacho, deixando a água limpa em apenas seis horas. A recuperação do curso d’água, com o desassoreamento e o restabelecimento da fauna e da flora locais, ocorrerá de três meses a um ano, assim que for iniciado o cultivo das plantas, o que está previsto para ocorrer no próximo semestre. O jardim deve ser percebido pela população até o fim deste ano. Antes disso, a administração de Suape trabalhará no projeto executivo e na realização de obras no riacho.
“É com ações como essa que vamos desenvolver no Riacho Algodoais, que conseguiremos transformar o Complexo de Suape numa referência na preservação dos mananciais, mostrando ao mundo que é possível gerar desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Thiago Norões. Em janeiro deste ano, Suape criou a Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que estará à frente dessa e de outras iniciativas nas áreas ambientais e sociais no Complexo.
O riacho deve ser recuperado com o cultivo de plantas nativas. Atualmente, existem 38 espécies disponíveis no Brasil. O uso dessas plantas restauradoras da vida aquática é mais eficaz do que os métodos convencionais de recuperação de cursos d’água, tais como estações de tratamento de lodo ativado ou lagoas de decantação, porque remove mais de 90% dos poluentes da água e evita assoreamento, o que as técnicas tradicionais não realizam por se concentrarem apenas na filtragem da água.
Cerca de 60 profissionais serão mobilizados para deixar o Algodoais limpo, implantar uma bela paisagem nas margens e trabalhar com a população do entorno para garantir a preservação do local. A equipe multidisciplinar envolverá arquitetos, biólogos, engenheiros ambientais e sanitaristas, pois o maior agente contaminante de doenças é a água, além de operários da construção civil e jardineiros.