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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Greve dos rodoviários chega ao fim no Grande Recife

Do JC Trânsito
Motoristas enfileiraram ônibus durante todo o dia, em protesto / Arte sobre foto da JC Imagem
Motoristas enfileiraram ônibus durante todo o dia, em protestoArte sobre foto da JC Imagem
Após três dias, chega ao fim a greve dos rodoviários no Grande Recife. Em dissídio coletivo da categoria, ficou decidido que motoristas, cobradores e fiscais receberão 10% de aumento salarial, além do incremento no tíquete-alimentação (que passa de R$ 171,20 para R$ 300) e aumento de 6,06% de auxílio-funeral, diária de motoristas para viagens especiais e indenização por morte ou invalidez.
 Este reajuste é a correção de uma falha histórica Benilson Custódio, dos Rodoviários
O julgamento aconteceu na noite desta quarta-feira (30), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), 6ª região, na área central do Recife. As decisões começam a valer a partir desta sexta-feira (1º) e seguem até julho de 2015. Outra vitória da categoria foi que a greve não foi considerada abusiva pelos desembargadores, e todos os trabalhadores devem voltar normalmente ao trabalho à meia-noite desta quarta-feira (31). Com o fim da greve, as aulas no Recife das universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFPE) são retomadas esta quinta.
Rodoviários fizeram orações e vibraram a cada conquista da categoria
Rodoviários fizeram orações e vibraram a cada conquista da categoriaFoto: divulgação TRT-PE
As decisões dos desembargadores do TRT-PE foram consideradas conquistas históricas para a categoria. O julgamento teve a magistrada Ana Catarina Cisneiros como relatora. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custório, a vitória veio como forma de apagar uma falha antiga, já que, segundo ele, a defasagem com relação aos demais estados do Nordeste foi construída no decorrer de uma década de negociações frustradas com a classe patronal.
Ao fim da sessão, os rodoviários que aguardavam no pátio do TRT-PE foram informados das decisões e vibraram após cada anúncio com gritos de gol. Em seguida, se reuniram em frente ao prédio para gritar palavras de ordem e celebra as conquistas. Chorando, Djalma José da Silva, 44 anos, dos quais 20 froam como motorista de ônibus, disse que a conquista foi grande. "Os desembargadores hoje foram heróis por terem dado esses aumentos. Só a gente sabe como é difícil trabalhar nessa profissão".
Veja como vão ficar os salários:
  • Motoristas: de R$ 1.605,50 para R$ 1.765,50
  • Cobradores: de R$ 738 para R$ 812,13
  • Fiscais: de R$ 1.037 para R$ 1.141,69
Fernando Bandeira informou que ainda não sabe se irá recorrer à decisão
Fernando Bandeira informou que ainda não sabe se irá recorrer à decisãoFoto: divulgação TRT-PE
Rodeado de assessores e advogados, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), Fernando Bandeira, disse que a decisão da justiça deve ser cumprida e que ainda não sabe se deverá recorrer à decisão desta quarta-feira (30) em instâncias superiores. Perguntado se, por causa dos aumentos aos trabalhadores, a tarifa dos ônibus também seria reajustada, o empresário foi direto: "Isso que está em questão aqui", resumiu.
O julgamento desta quarta-feira contou com um auditório lotado e momentos de discordância entre os desembargado que, poucas vezes, chegaram a decisões unânimes. A vibração dos trabalhadores a cada decisão favorável à categoria chamou a atenção dos presentes. Em meio aos debates dos magistrados, destacou-se a preocupação dos mesmos em tentar equiparar os pisos salariais e benefícios dos rodoviários pernambucanos com os trabalhadores da categoria de outros estados do Nordeste.

Um app promete revelar se houver fraude nas eleições deste ano

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Desde 1996, a urna eletrônica é usada em votações. Ela evoluiu bastante desde então, mas sempre esteve cercada por mistérios de segurança. O Tribunal Superior Eleitoral não ajuda: eles não farão um teste público antes das eleições deste ano. O que fazer? Usar um app para fiscalizar o resultado das eleições.
Esta é a ideia de Diego Aranha, professor de ciência da computação na Unicamp. E ele jáarrecadou mais de R$ 30.000 para tirá-la do papel.
Funciona assim: no final da votação, sempre é impresso um Boletim de Urna (BU) com a soma de todos os votos que a seção eleitoral recebeu. Ele é afixado em lugar público – geralmente na porta da seção eleitoral – e inclui apenas a soma de votos que cada candidato recebeu, sem expor os votantes.
app Você Fiscal, a ser criado por Diego, permitirá tirar uma foto do BU e enviá-la para os servidores dele. A foto será analisada e os números permitirão calcular, por amostragem, qual deve ser o real resultado da votação. Isso é então comparado com os números do TSE, para notar divergências.
Diego diz que o app não exigirá login nem cadastro; as fotos serão publicadas de forma anônima, sem informar quem a enviou.



Vale notar que o app não pede que você tire foto da urna eletrônica: isso seria quebra do sigilo de voto; além disso, é proibido entrar com celulares ou câmeras dentro dos locais da votação. Em vez disso, o Você Fiscal quer que você tire uma foto do BU após o término das votações, e em local público (onde ficará o BU).
O Você Fiscal promete detectar se uma urna for trocada ou adulterada após o fim da votação. Isso é importante: em 2012, um hacker disse que teve acesso ilegal à intranet da Justiça Eleitoral no RJ, e modificou resultados de eleições municipais sem interferir nas urnas - com o app, talvez fosse possível detectar isso.
No entanto, se a urna já estiver com problemas antes das 17h – e portanto imprimir um BU incorreto – não haverá como saber.
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O app estará disponível apenas para Android – que domina 90% das vendas de smartphones no país – e deve ser lançado no final de setembro, para ser testado e divulgado. O primeiro turno das eleições será em 5 de outubro.
Segundo o G1, quem não tiver um smartphone Android “pode tirar manualmente as fotos do BU e enviar pelo site do Você Fiscal”.
Diego diz que o design do app está pronto, e sua equipe já começou a desenvolver o software de servidor. O app, no entanto, ainda não existe: para isso, ele pediu R$ 30.000 no Catarse, “o mínimo para tirar o projeto do papel”. Em questão de dias, o projeto superou esta meta.
Para isso funcionar, muita gente tem que usar o Você Fiscal. Por isso, Diego reserva uma parte do orçamento para “material de divulgação e assessoria de imprensa”. Mas isso não é tudo: as pessoas precisam se dispor a ir/voltar à seção eleitoral após às 17h no dia da votação para tirar a foto – o que espero não ser um problema.
Urna Eletronica
A ideia de fiscalizar a urna eletrônica põe em destaque o que pode ser sua maior fragilidade. No Brasil, usamos um sistema de primeira geração, que desmaterializa o voto e o grava em meio digital eletrônico, tornando-o passível de fraude.
Em outros países, a urna imprime o voto, que fica na seção eleitoral e permite uma recontagem. No entanto, o STF julgou em novembro que o voto impresso é inconstitucional no Brasil, por violar o segredo do voto do eleitor.
Para mostrar que a urna eletrônica é segura, o TSE realizou dois Testes Públicos de Segurança até hoje. Diego Aranha – sim, do Você Fiscal – participou do segundo teste em 2012. Normalmente, a urna eletrônica embaralha os votos para dificultar que um hacker consiga descobrir quem votou em cada candidato. Mas, com acesso ao código-fonte, a equipe liderada por Diego conseguiu refazer o sequenciamento dos votos.
No entanto, o TSE diz que o sigilo da urna não foi quebrado, porque a equipe não teria descoberto quem votou em cada candidato. A urna foi, então, considerada segura. O TSE não fará testes públicos este ano, e promete que quaisquer problemas já foram corrigidos. Mas desta vez – se o app ficar pronto a tempo, e funcionar corretamente – nós poderemos ficar de olho. [Você Fiscalvia G1]

O MUNDO ESTÁ PERDIDO

Uma imagem para ficar na cabeça de você, pai, que resolveu deixar a filha dar uma volta nobaile funk.



Quero acreditar que ela só estava engasgada e esses dois cavalheiros estavam tentando ajudar.

Fonte(Kibe Loco)

O VALOR DO VOTO

genildo30 O Valor do Voto

O fujão



Adversário do socialista Fernando Bezerra Coelho na corrida para o Senado, o deputado João Paulo vem fugindo dos debates como o diabo da cruz. Ontem, o âncora Aldo Vilela, da CBN, teve que entrevistar Coelho sozinho, porque a proposta original era de debate. Mas ele não quis.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

"Ele reduziu as convulsões de minha filha"

Aline Barbosa corre o risco de ser presa por tratar a filha com canabidiol, remédio feito da planta da maconha. A revista "Crescer", de agosto, mostra 
o drama de outras famílias na luta pela liberação do medicamento

ALINE BARBOSA, EM DEPOIMENTO A MARIA CLARA VIEIRA, DA REVISTA CRESCER

 Um remédio proibido ▪
FIM DO ISOLAMENTO Aline Barbosa e a filha Maria Fernanda, de 2 anos. Com o remédio proibido, a menina passou a interagir (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)
Minha filha Maria Fernanda tem 2 anos e 1 mês. Em seus primeiros meses de vida, ela se desenvolveu normalmente. Aos 6 meses, ainda não sentava, mas tinha certa firmeza no corpo. Foi quando sofreu a primeira crise convulsiva forte. Parou de respirar e perdeu a consciência. Com isso, regrediu em todo o desenvolvimento motor que conquistara. Perdeu o controle do corpo. Ficou toda mole. Desde então, passou a ter convulsões sem parar. Eram, em média, 20 crises num único dia.
Os médicos receitaram medicamentos fortes indicados para casos de epilepsia, como fenobarbital, vigabatrina e topiramato. Esses tratamentos ajudaram, mas nunca de forma efetiva. Mesmo medicada, Maria Fernanda continuava a sofrer, no mínimo, dez convulsões por dia. As crises eram terríveis. Ela parava de respirar e ficava roxa. Compramos um cilindro de oxigênio para socorrê-la nesses momentos e, assim, tentar evitar sequelas decorrentes desses ataques. Passei a buscar informações sobre convulsões em todos os lugares. Descobri que Maria Fernanda sofria convulsões desde quando nasceu. Eu é que não sabia. Para mim, convulsionar era tremer muito, com o corpo inteiro, e se retorcer. Nos episódios de convulsão que Maria Fernanda teve antes dos 6 meses, ela piscava de um jeito diferente e tremia um dos bracinhos ou uma das perninhas. Parecia um tique. Não fazia ideia de que poderia ser convulsão.
Aline Mendes Barbosa
Nasceu em 16/6/1981, no Rio de Janeiro. Aos 31 anos, teve Maria Fernanda. Aos 6 meses, a menina começou a ter convulsões epilépticas. Para tratá-la, Aline importa uma medicação americana feita da planta da maconha, ilegal no Brasil. A criança melhorou
Fiquei sabendo do efeito do canabidiol (CBD) ao ver o caso da pequena Anny, de 6 anos, no programa Fantástico, em maio deste ano. Os pais dela foram os primeiros a conseguir a liberação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), para importar o medicamento, proibido no Brasil. O CBD é uma das substâncias presentes na planta da maconha, a Cannabis sativa. É um dos medicamentos mais eficazes para o tratamento de crises epilépticas. O CBD não dá barato. Seu uso é permitido na Alemanha, no Uruguai, em Israel, na Espanha, na Holanda e em 22 Estados dos Estados Unidos.
Fui atrás de informações sobre o CBD. Procurei médicos e famílias que passaram pelo mesmo drama. Tentei consegui-lo de forma legal. Para isso, precisava encontrar um médico que recomendasse e defendesse o tratamento de Maria Fernanda com o CBD, para eu poder entrar com o processo de liberação na Anvisa. Tentamos por um mês. Nenhum médico quis receitá-lo. A pediatra disse que era o neurologista quem deveria indicá-lo. O neurologista disse que ainda não era hora de usar o CBD. Precisávamos esperar, disse. Só que eu, como mãe, acredito que uma criança que tem dez convulsões por dia não pode esperar mais nada.
Como não tínhamos tempo a perder, meu marido e eu resolvemos importar o medicamento de forma ilegal. Tenho uma amiga que mora nos Estados Unidos e aceitou correr o risco comigo. Compro pela internet, eles entregam na casa dela, e ela me manda por correio. A primeira seringa levou 23 dias para chegar em casa.
A dosagem indicada para o caso de Maria Fernanda é 1 grama por dia. Uma seringa com 10 gramas custa cerca de US$ 450. Isso nos custaria R$ 5 mil por mês. Como parei de trabalhar, para cuidar de Maria Fernanda em tempo integral, e meu marido é técnico de automação comercial e arca com todos os nossos gastos, não temos condições de bancar essa medicação. Criei uma página no Facebook, “Vakinha por um sorriso de Maria”, para pedir ajuda na compra do remédio. Amigos e familiares nos ajudaram. Já conseguimos dar duas seringas inteiras em pouco mais de 40 dias. A terceira está a caminho. A dose que dou é muito abaixo do recomendado, mas é o que conseguimos comprar. Os resultados são bons, mas seriam ainda melhores se ela tomasse a quantidade certa. Dou CBD a ela duas vezes por dia, via sonda, porque ela não se alimenta sozinha. Nos 20 primeiros dias com o medicamento, minha filha teve apenas oito crises leves. Em 43 dias, foram 137 convulsões, uma média de três por dia. Isso para nós é um avanço. Foram 104 crises a menos que no mês anterior. Creio que o número seria menor se ela não tivesse enfrentado uma forte pneumonia nesse período.
Maria Fernanda (Foto: Arquivo pessoal)
Maria Fernanda tem pneumonia de forma recorrente. No ano passado, seis crises a levaram para a UTI. Neste ano, sofreu três crises. A última ocorreu quando já dávamos o CBD. Foi a primeira vez que ela não foi para a UTI. Teve de ser internada porque os antibióticos que podem ser ministrados em casa não fazem mais efeito nela. Ficou 11 dias no hospital. Lá, eu dava escondido o dobro da dose de canabidiol que costumo dar, porque, quando ela está com pneumonia, as convulsões pioram. Antes, com a temperatura de 37,2 graus, ela convulsionava. Desta vez, chegou a 39 graus de febre e não entrou em crise. O remédio parece fazer diferença.
Maria Fernanda ainda não recebeu um diagnóstico fechado. Os médicos desconfiam da síndrome de Rett, uma doença neurológica rara e incurável. Casos frequentes de pneumonia são comuns em crianças que sofrem dessa síndrome. Para confirmar o diagnóstico, ela precisa fazer um exame de análise de DNA, caro demais. Tento que a Unimed, meu convênio médico, autorize o exame, mas ainda não consegui.
Quando voltei ao neurologista de Maria Fernanda e contei que lhe dava o CBD, ele praticamente pediu que eu me retirasse do consultório. Apesar de toda a melhora que ela apresentou, o médico foi claro ao dizer que não queria mais acompanhar o caso dela. Imagino que seja por medo. Neste momento, estou em busca de outro neurologista. A pediatra que trata de Maria Fernanda entendeu a situação – e me apoiou.
Com o controle das crises, ela voltou a se desenvolver: olha para a gente, olha a TV, vira o pescoço, emite sons, grita – coisas simples que nunca havia feito. Até deu duas gargalhadas um dia desses! Foi a primeira vez que riu. Antes, era como uma boneca. Do jeito que eu a colocava, ficava. Começou agora a sustentar a cabeça. Ainda não se senta e continua a ser alimentada por sonda. Soube de crianças que, tratadas com a dosagem certa de CBD, conseguiram andar. A vida delas melhorou muito.
Meu marido e eu trocamos informações com outros pais que também dão esse medicamento aos filhos. Participo de todos os abaixo-assinados e movimentos para a liberação do CBD no Brasil. Com meu depoimento em ÉPOCA, quero fazer um apelo para que a Anvisa libere o medicamento. Muitas famílias com os mesmos problemas que nós ainda não conseguiram o remédio. Nossa situação é precária. Hoje, compramos por um valor alto e corremos risco de o produto não chegar. Uma advogada disse que posso ser presa como traficante internacional. Isso é um absurdo. Não importo uma substância psicoativa. É um medicamento para tornar o dia a dia de minha filha viável. Não deveria ser tão difícil tratá-la.

Motorista inexperiente perde o controle e bate Ferraria em test drive

Nós só usamos 10% da capacidade do nosso cérebro: verdade ou mito?

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A voz de Morgan Freeman faz com que qualquer coisa pareça verdade, seja ela cientificamente plausível ou não. No filme Lucy, que estreou nos EUA na semana passada, o personagem de Freeman cita o “fato” de que os humanos usam apenas 10% dos seus recursos cerebrais. E isso não poderia estar mais errado. Mas se está errado, por que esse mito continua sendo divulgado? E quanto da capacidade do nosso cérebro nós realmente usamos?

As origens do mito dos 10%

A ideia que os seres humanos operam com apenas um décimo de uma capacidade cerebral está por aí desde a Era Vitoriana, quando a medicina moderna ainda estava cambaleando entre ciências como a frenologia (o estudo dos crânios) ou a medicina manipulativa osteopática(holística). E como acontece com muitas das lendas urbanas, a raiz do mito dos 10% tem nada menos que meia dúzia de possíveis inventores.
A fonte em potencial mais antiga vem do trabalho de Jean Pierre Flourens, um dos pais fundadores da ciência cognitiva moderna, inventor da anestesia e o homem que provou que a consciência reside no cérebro, e não no coração. Seu trabalho pioneiro em demonstrar as funcionalidades regionais dos hemisférios do cérebro frequentemente chama uma grande parte da massa cinzenta de “córtex silencioso”, o que pode ter influenciado os pesquisadores que vieram depois a acreditar que essa região, agora conhecida como córtex associativo, não tinha função alguma.
Outra fonte do mito poderia ser o charlatanismo da Teoria da Reserva de Energia, apresentada pelos psicólogos de Harvard William James e Boris Sidis na década de 1890. A pesquisa deles, que consistiu em elevar a prodígio o filho de Sidis, William (a criança tinha um QI relatado entre 250 e 300, quase o dobro dos 160 pontos de Einstein) num ambiente de desenvolvimento acelerado. Os pesquisadores levaram o enorme intelecto da criança como prova de que todo ser humano deveria ter algumas reservas escondidas de energia mental e física. Em um ensaio chamado The Energies of Men, James afirma: “Nós só estamos fazendo uso de uma pequena parte dos nossos recursos mentais e físicos”. Essa ideia foi popularizada mais tarde por Lowell Thomas no prefácio do livroComo fazer amigos e influenciar pessoas: “O Professor William James de Harvard costumava dizer que o homem comum desenvolve apenas dez por cento de sua habilidade mental latente”.
O mito dos 10% acabou ganhando ainda mais credibilidade nas décadas de 1920 e 1930, por conta do trabalho psicólogo americano Karl Lashley. Através de suas tentativas de quantificar a relação entre massa e função no cérebro, Lashley descobriu que ratos poderiam reaprender tarefas específicas depois de terem sofrido danos no córtex cerebral. No entanto, nosso entendimento da função cerebral naquela época ainda era muito verde e as conexões que ele sugere entre a ação de massa (o aprendizado é governado pelo córtex cerebral como um todo, e não há regiões específicas para ele) e equipotencialidade (a percepção sensorial pode ser reaprendida por outras regiões do cérebro depois do dano) podem ter dado origem ao mito.

Como nós sabemos que usamos mais de 10% do nosso cérebro?

Felizmente, o campo da neurociência avançou aos trancos e barrancos desde a primeira metade do século passado e nós aprendemos que, assim como acontece com o esperma, cada célula cerebral é extremamente importante.
O cérebro humano constitui 1/40 da massa total de um ser humano, em média, mas consome um quinto das calorias que ingerimos. Do ponto de vista evolutivo, no qual todos os nossos órgãos foram criados e naturalmente selecionados ao longo de eras para a eficiência, ter um cérebro que suga 20% de nossas reservas energéticas diárias para ter uma eficiência de 10% simplesmente não faz nenhum sentido.
Pesquisas clínicas feitas nos últimos 80 anos têm trazido evidências similares. Mesmo um pequeno dano a qualquer região da sua massa cinzenta — causado por um AVC, por uma lesão ou doença — pode resultar em declínios neurológicos catastróficos. “Vários tipos de estudos de imagem cerebral mostram que nenhuma área do cérebro é completamente silenciosa ou inativa”, dizem a Dra. Rachel C. Vreeman e o Dr. Aaron E. Carrol em um estudo sobre os mitos médicos. “Uma sondagem detalhada do cérebro não foi capaz de identificar os 90% que não funcionam”.
Por outro lado, as terapias de estimulação elétrica ainda precisam descobrir quaisquer reservas de intelecto, embora a prática venha mostrando promessas para o tratamento de epilepsia e de um pequeno número de outras doenças neurológicas. Um estudo de 2008 publicado na Scientific American por Barry Gordon, um neurologista da Escola John Hopkins de Medicina, afirma inequivocamente que “virtualmente, nós usamos cada parte do nosso cérebro, e [a maior parte] do cérebro está ativa quase o tempo todo”. De fato, pesquisas com ressonância magnética e outras tecnologias de imagem têm mostrado que todo o cérebro está ativo quase o tempo todo — mesmo quando estamos fazendo tarefas de rotina.
“Vamos colocar dessa forma”, ele disse à Scientific American. “O cérebro representa 3% do peso do corpo humano e usa 20% da energia do corpo”.
Cérebro metade orgânico, metade máquina.

Então o que aconteceria se nós realmente só usássemos 10% dos nossos cérebros?

Digamos que remover 90% do seu cérebro não fosse te matar de imediato. O que aconteceria? De acordo com a Universidade de Washington, os resultados não seriam nada legais:
Em média o cérebro humano pesa cerca de 1.400 gramas. Se 90% dele fosse removido, sobrariam cerca de 140 gramas de tecido cerebral, o que é mais ou menos do tamanho do cérebro de uma ovelha. É sabido que o dano causado a uma área relativamente pequena do cérebro — como o que acontece quando alguém tem um derrame –, pode causar deficiências devastadoras. Algumas doenças neurológicas, como o Parkinson, também afetam áreas específicas do cérebro. O dano causado por essas doenças é bem menor do que a remoção de 90% do cérebro, é óbvio.
Então é isso: elimine 90% do cérebro e você pode ser oficialmente reclassificado como uma ovelha.
Então quando você assistir a esse filme com a Scarlett Johansson ganhando poderes telecinéticos enquanto ela vai “destravando” mais e mais de seu potencial cerebral, saiba que isso é só mais uma lenda que um roteirista resolveu usar como parte de um roteiro.

Esta “arma” idiota foi feita com as peças de um microondas

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Não desmonte um microondas. Não. Desmonte. Um. Microondas. Não faça isso. Tipo, de jeito nenhum. Mas se você estiver curioso sobre o que acontece se você tentar, esses desocupados já fizeram o serviço. E chega a ser impressionante de tão estúpido.
De acordo com Kreosan — os criadores desse microondas artesanal (e prováveis competidores do Prêmio Darwin) –, essa engenhoca é um magnetron de microondas preso a um braço com uma antena direcional. O resultado é essa varinha mágica que consegue acender luzes, explodir aparelhos de som e, eventualmente, matar pessoas.


Kreosan — que parece ser uma dupla — descreve seu canal assim:
Nosso canal de vídeos é sobre experimentos pouco usuais com eletricidade, experimentos e invenções. Aqui, nós dividimos novas ideias, diferentes da maior parte do pensamento habitual.
Os outros vídeos do canal mostram um monte de coisas que você não faria em casa nem se fosse meio maluco. A gente aposta que em algum momento alguém vai acabar morrendo com essas experiências.
Por: 

Sem acordo com a classe patronal na sede do TRT6, rodoviários decidem manter a greve

Categoria recusou os 6,6% de reajuste salarial e para o ticket alimentação oferecidos

Expedito Lima/Folha de Pernambuco
Dicídio dos trabalhadores em transporte na DRT
Atualizada às 23h35
A greve dos rodoviários, que já dura dois dias, deve continuar, sem previsão para acabar. A decisão da categoria foi mantida após falta de acordo com a classe patronal, mesmo depois da audiência de conciliação realizada neste terça-feira (29), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 6° região – órgão responsável pela mediação do processo. O encontro teve início por volta das 16h. A reunião terminou por volta das 23h15. Na ocasião, foi oferecido 6,6% de reajuste salarial e para o ticket alimentação, o que foi recusado pelos motoristas, cobradores e fiscais.
Mais cedo, o desembargador Pedro Paulo Pereira Nóbrega, que presidiu a sessão, disse que se preciso, eles iriam levar a conciliação até a exaustão. Ainda segundo ele, caso não houvesse acordo entre as partes, o processo seria julgado nesta quarta-feira (29), quando os 19 desembargadores do TRT vão apreciar se a greve é considerada abusiva ou não. O julgamento está marcado para as 17h. “Precisamos terminar essa conciliação, pois o povo de Pernambuco, principalmente da RMR merece que seu transporte volte a funcionar regularmente. Não podemos mais viver com esse caos”, declarou o magistrado, que é vice-presidente do TRT-PE.
Desde o primeiro dia da greve, vários transtornos foram sentidos pelos usuários de ônibus na Região Metropolitana do Recife. O principal deles se deu por conta pela iniciativa dos rodoviários de não respeitar a ordem judicial. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, até as 9h, a frota de ônibus circulando chegou a 70%. O número descumpre a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, que determinou 100% de operação dos três mil coletivos em horários de pico, ou seja, das 6h às 9h e das 16h às 20h. Nos demais horários, o TRT determinou 50% dos veículos nas ruas.
O resultado disso se deu com muita gente chegando atrasada no trabalho, devido ao aumento no tempo de espera pelos veículos. Outro fator que prejudicou quem precisa do transporte público foi a realização de vários piquetes, em vários pontos do Recife, o que ocasionou engarrafamentos, como nesta terça-feira, na avenida Agamenon Magalhães.
Benilson Custódio, presidente eleito do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da RMR, também se pronunciou sobre o andamento da audiência, mas informou que a classe patronal está irredutível em relação às propostas apresentadas. “Acontece que está havendo uma intransigência por parte de Fernando Bandeira (presidente da Urbana-PE), não demonstrando nenhuma sensibilidade para negociar com os rodoviários”, disse.
Além de Benilson, que representa os rodoviários, participam das negociações o presidente da Urbana-PE), Luis Fernando Bandeira de Melo, o procurador-chefe do MPT6, José Laízio, o desembargador do TRT6 Valdir Carvalho e o presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Nelson Barreto.
Domingos Sávio e Geison Macedo, com informações de Rodrigo Passos (FOLHAPE)